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Soja e milho recuam em Chicago com pressão da colheita nos EUA

Soja e milho caíram em Chicago, pressionados pela colheita norte-americana e pelo ritmo mais fraco das exportações de milho.

06 de novembro de 2026 3 min de leitura
Soja e milho recuam em Chicago com pressão da colheita nos EUA

As cotações de soja e milho caíram na Bolsa de Chicago ao longo da última semana. A soja perdeu quase 3%, enquanto o milho foi pressionado pelo ritmo menor dos embarques norte-americanos. O mercado agora acompanha a demanda chinesa, o câmbio e o avanço da safra brasileira.

O que aconteceu

A soja encerrou a terça-feira, 3 de novembro, cotada a US$ 12,03 por bushel, segundo análise de Henrique Lupo, da Datagro. O resultado representou queda próxima de 3% em relação à semana anterior.

O avanço da colheita nos Estados Unidos aumentou a oferta disponível e manteve o viés negativo para os preços. Até o período analisado, os trabalhos alcançaram 88% da área cultivada no país. Na sessão seguinte, porém, os contratos começaram a apresentar sinais de recuperação.

A demanda internacional, principalmente da China, limitou parte das perdas. O país asiático continua sendo o principal comprador global de soja, o que mantém seus negócios no centro das atenções dos operadores.

No milho, os Estados Unidos embarcaram cerca de 1,3 milhão de toneladas na última semana. O volume caiu 15% em relação ao período anterior, enquanto os compromissos acumulados de exportação ficaram 34% abaixo do mesmo intervalo do ano passado.

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Por que importa para o agro

A queda em Chicago reduz a referência internacional para a formação dos preços no Brasil. O impacto sobre o produtor depende também do dólar, dos prêmios nos portos e das condições de comercialização em cada região.

Para a soja, a demanda chinesa pode oferecer sustentação caso os embarques avancem. No milho, o menor desempenho exportador dos Estados Unidos aumenta a disputa por mercados, mas também exige atenção à competição com o produto brasileiro.

Em Campinas, o milho foi negociado ao redor de R$ 65 por saca, indicando recuperação em algumas praças brasileiras. Esse movimento pode perder força se a oferta aumentar ou se o câmbio reduzir a paridade de exportação.

Dados e contexto

IndicadorDado informado
Soja em ChicagoUS$ 12,03 por bushel
Variação semanal da sojaQueda de quase 3%
Colheita de soja nos EUA88% da área cultivada
Embarques semanais de milho dos EUA1,3 milhão de toneladas
Variação dos embarques de milhoQueda de 15%
Compromissos de milho no ano34% abaixo do ano anterior
Milho em CampinasCerca de R$ 65 por saca
Plantio do milho de verão no centro-sul57,9% do planejado

No Brasil, o plantio do milho de verão no Centro-Sul atingiu 57,9% do total planejado, conforme a Datagro. O ritmo da semeadura e o clima das próximas semanas serão determinantes para as expectativas de produtividade e oferta.

O que observar daqui pra frente

O mercado deve reagir às novas informações sobre o câmbio, a demanda da China, o clima na América do Sul e o ritmo das exportações brasileiras de milho. Produtores precisam comparar os preços físicos com os custos de armazenagem e acompanhar os prêmios de exportação antes de definir novas vendas. A recuperação observada em Chicago pode ser pontual se a oferta norte-americana continuar pressionando os contratos.

Fontes

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