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Startup usa IA nas pulverizações para proteger abelhas e elevar produtividade

AgSafe integra inteligência artificial às pulverizações para alertar apicultores, reduzir mortalidade de abelhas e ainda aumentar produtividade e produção de mel.

20 de julho de 2026 4 min de leitura
Startup usa IA nas pulverizações para proteger abelhas e elevar produtividade

A AgSafe, agtech brasileira, desenvolveu uma solução de inteligência artificial que antecipa janelas de pulverização e envia alertas a apicultores em áreas de risco. O objetivo é reduzir a mortalidade de abelhas associada ao uso de defensivos e, ao mesmo tempo, melhorar a produtividade de lavouras e apiários ao organizar a comunicação entre produtores.

O que aconteceu

A AgSafe criou uma plataforma que cruza dados de previsão do tempo, mapas das áreas agrícolas, histórico de aplicações e localização de apiários para sugerir o melhor momento de pulverização com menor impacto sobre polinizadores.[1] O sistema emite avisos para apicultores cadastrados em um raio determinado, permitindo ações preventivas como recolher ou proteger colmeias.[1]

Em projetos-piloto com produtores de soja, a startup reporta aumento simultâneo da produtividade da cultura e da produção de mel, resultado da maior sobrevivência das abelhas e da coordenação mais organizada entre as partes.[1] A solução se soma a iniciativas como o app Colmeia Viva, que desde 2017 mapeia áreas com aplicação de defensivos e notifica apicultores num raio de 6 a 10 km.[2]

A tecnologia da AgSafe busca ir além do aviso manual: a IA aprende padrões de pulverização em cada fazenda e região e antecipa conflitos potenciais entre calendário de aplicação e período de atividade das abelhas.[1] Assim, reduz o risco de aplicações em horários críticos de voo ou em condições climáticas que favoreçam deriva de produtos.

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Por que importa para o agro

A mortandade de abelhas por uso inadequado de defensivos pressiona a imagem do agronegócio e afeta diretamente a produtividade de culturas dependentes de polinização, como soja, café, frutas e sementes.[3] Ao reduzir incidentes por meio de coordenação e informação, soluções de IA ajudam o produtor a manter produtividade com menor risco de restrições regulatórias e de mercado.

Para o apicultor, a previsibilidade das pulverizações representa menos perdas de colmeias, maior produção de mel e possibilidade de formalizar parcerias com agricultores. Para o produtor, o benefício é duplo: evita conflitos e ações judiciais e ainda captura ganhos de produtividade decorrentes de polinização mais eficiente.

Dados e contexto

Estudos apontam que até 75% das culturas alimentares do mundo dependem, em algum grau, da polinização por insetos, principalmente abelhas, o que coloca esses polinizadores no centro da segurança alimentar global.[3] No Brasil, o Ibama já restringiu o uso de ingredientes ativos como o fipronil na forma de pulverização aérea e terrestre devido ao risco às abelhas.[3]

Iniciativas tecnológicas para proteger polinizadores se multiplicam: o app Colmeia Viva, disponível gratuitamente para Android e iOS, notifica apicultores sobre defensivos a serem aplicados num raio de 6 a 10 km, permitindo ações como retirada temporária de apiários ou fechamento do alvado das colmeias.[2] Startups como a AgroBee usam IA e IoT para monitorar a qualidade de colmeias e conectar apicultores e agricultores visando melhor desempenho produtivo.[5][7]

A aposta da AgSafe é que algoritmos capazes de integrar dados climáticos, operacionais e geográficos entreguem recomendações de pulverização mais precisas do que modelos baseados apenas em calendário fixo ou comunicação informal entre vizinhos. Isso reduz o risco de deriva de defensivos sobre áreas com colmeias ativas e melhora a rastreabilidade das operações.

O que observar daqui pra frente

O avanço da IA nas pulverizações abre espaço para contratos formais entre produtores rurais, apicultores e agroindústrias, com metas de produtividade e indicadores de proteção a polinizadores. Nos próximos anos, será importante acompanhar se essas soluções se tornam padrão em grandes cadeias como soja, café e citros, se ganham apoio de programas públicos e seguros rurais, e se dados gerados em campo passam a embasar exigências de compradores e regulações mais rígidas sobre o uso de defensivos.

Fontes

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