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Sumitomo aposta em BioRacionais para dobrar operação no Brasil até 2030

Sumitomo Chemical mira dobrar o negócio no Brasil até 2030 com foco em BioRacionais e novos produtos para elevar produtividade de soja e milho.

06 de setembro de 2026 4 min de leitura
Sumitomo aposta em BioRacionais para dobrar operação no Brasil até 2030

A Sumitomo Chemical quer dobrar de tamanho no Brasil até 2030 e escolheu os BioRacionais como um dos pilares da estratégia. A unidade brasileira faturou cerca de R$ 4,1 bilhões em 2025 e projeta crescimento anual de 7% a 8% nos próximos anos, sustentado por um portfólio que mistura química tradicional e soluções biológicas de alto valor.

O que aconteceu

A companhia reorganizou globalmente seus negócios em produtos biorracionais, criando a Sumitomo Biorational Company como centro de excelência em soluções de origem natural. No Brasil, essa frente já responde por 18% do volume de vendas e aproximadamente 25% do resultado, mostrando maior rentabilidade em relação aos químicos convencionais.[1][10]

O plano é manter a participação dos BioRacionais em patamar semelhante, mas sobre uma base maior de faturamento. Para isso, a empresa prepara o lançamento de cerca de 30 novos produtos em cinco anos, ampliando o portfólio em torno de 50% e fortalecendo a presença em culturas como soja, milho e algodão.[1][4][6]

Uma das novidades é a tecnologia TopGrain, voltada para soja e milho, com promessa de incrementar até 3 sacas de soja por hectare e 7 sacas de milho por hectare em condições adequadas de manejo.[1]

Por que importa para o agro

Para o produtor, a chegada de mais soluções BioRacionais amplia o leque de ferramentas para manejar pragas, doenças e estresses abióticos com menor impacto ambiental. São produtos que combinam ativos biológicos ou de origem natural com alta seletividade, favorecendo inimigos naturais e reduzindo riscos de resistência.

Ao mesmo tempo, o foco em ganhos concretos de produtividade, como as sacas adicionais prometidas em soja e milho, conecta essas tecnologias diretamente à rentabilidade da fazenda. Em um cenário de margens apertadas e custos elevados de insumos, qualquer incremento consistente de produtividade por hectare pode mudar o resultado da safra.

Dados e contexto

Os BioRacionais são definidos pela empresa como soluções biológicas ou de origem natural que atuam na proteção de plantas, na melhoria da produtividade e na qualidade da produção.[8] Globalmente, o grupo trabalha com dois grandes pilares: crop protection chemicals (químicos sintéticos) e biorracionais, dentro da unidade AgroSolutions.[12][15]

No Brasil:

  • Faturamento 2025: R$ 4,1 bilhões[1]
  • Crescimento projetado 2026: 7% a 8%[1]
  • Participação dos BioRacionais: 18% do volume, 25% do resultado[1]
  • Meta de novos produtos: 30 lançamentos em 5 anos[4][6]
Em dólar, o negócio brasileiro já passa de US$ 1 bilhão de receita anual, em um grupo global que fatura cerca de US$ 20 bilhões.[4] O movimento acompanha a expansão do mercado de defensivos biológicos e biorracionais, que cresce acima dos químicos tradicionais, impulsionado por demandas regulatórias, pressão ambiental e adoção de práticas de agricultura sustentável.

No Brasil, Embrapa e MAPA vêm destacando a expansão de bioinsumos, incluindo inoculantes, biofungicidas e bioinseticidas, como eixo da política de produção sustentável. Esses dados reforçam o espaço para empresas com estrutura global de P&D em biológicos.

O que observar daqui pra frente

Para o campo, o ponto-chave será entender onde essas soluções se encaixam no manejo integrado de cada cultura: quais janelas de aplicação, quais combinações com químicos tradicionais e qual ganho comprovado em diferentes ambientes de produção. Riscos envolvem registro e adoção lenta se os resultados não forem claros em nível de talhão; oportunidades aparecem para quem testar cedo, ajustar tecnologia às condições locais e capturar ganho de produtividade com menor pressão regulatória e de mercado sobre o uso de químicos.

Fontes

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