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Super El Niño pode elevar alimentos em 2027

Estudo da MB Associados projeta inflação mais alta para alimentos em 2027, com feijão e arroz na linha de frente.

08 de agosto de 2026 3 min de leitura
Super El Niño pode elevar alimentos em 2027

O Super El Niño deve pressionar a produção agrícola e puxar a inflação dos alimentos em 2027. Segundo estudo da MB Associados, a alta pode ficar entre 7,5% e 9,5% no ano, com pico entre agosto e novembro. O impacto é relevante porque atinge itens básicos da cesta do brasileiro e pode chegar a 0,9 ponto percentual no IPCA.[1]

O que aconteceu

A projeção foi divulgada com exclusividade pela GloboNews e indica que os efeitos do fenômeno climático ainda serão limitados em 2026. O cenário mais duro aparece em 2027, quando a quebra ou o aperto de oferta deve chegar com mais força ao mercado.[1]

Na leitura da consultoria, feijão e arroz lideram as altas. O feijão já sente a queda de produção em 2026, enquanto o arroz segue pressionado pelos efeitos das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, principal estado produtor.[1]

A matéria também destaca que o fenômeno pode intensificar chuvas e enchentes nos próximos meses, o que tende a afetar lavouras em diferentes regiões. O efeito final depende da duração e da intensidade do evento climático.[1]

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Por que importa para o agro

Para o produtor, o risco é de perda de produtividade, atraso no calendário de plantio e aumento de custo operacional. Em culturas mais sensíveis ao excesso de chuva, o impacto pode aparecer primeiro em hortaliças, grãos e itens de ciclo curto.[1][5]

Para a cadeia, a pressão é dupla: menos oferta no campo e preço maior no varejo. Isso pode mudar decisões de compra de tradings, indústrias e supermercados, além de afetar a formação de preços ao longo de 2027.[1][12]

Dados e contexto

IndicadorProjeção
Inflação da alimentação no domicílio em 2027**7,5% a 9,5%**[1]
Pico esperado**agosto a novembro de 2027**[1]
Impacto potencial no IPCA**até 0,9 ponto percentual**[1]
Produtos mais pressionados**feijão e arroz**[1]

Outros levantamentos recentes reforçam a preocupação com a cesta básica. A Abras informou alta do feijão, do arroz e de hortifrutis como batata, tomate e cebola, mostrando que a pressão já aparece em itens do consumo diário.[14]

O que observar daqui pra frente

O mercado deve acompanhar a evolução das chuvas, o comportamento da próxima safra de verão e o ritmo de recuperação de arroz e feijão. Se o cenário climático piorar, a pressão pode se espalhar para mais culturas e sustentar preços altos por mais tempo.[1][5]

Também vale observar medidas do governo e do setor privado para conter perdas, recompor estoques e reduzir o choque sobre o consumidor. Em um ambiente de oferta mais curta, quem conseguir ajustar manejo, logística e compra de insumos tende a reduzir o risco.[11][15]

Fontes

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