Tereos fecha safra 2025/26 com lucro líquido de R$ 137 milhões
Tereos encerrou a safra 2025/26 com lucro líquido de R$ 137 milhões, após pressão sobre preços, volumes e margens no período.

A Tereos encerrou a safra 2025/26 com lucro líquido de R$ 137 milhões, resultado que mostra resistência mesmo em um ambiente mais difícil para açúcar e etanol. O número ganha peso porque veio após um período de pressão sobre preços, volumes e rentabilidade no mercado internacional.
A empresa também sinalizou que a operação no Brasil continuou relevante para o grupo, mas sofreu com menor desempenho em alguns momentos da safra. Para o agro, o resultado ajuda a medir o humor do setor sucroenergético e a direção das margens no curto prazo.
O que aconteceu
A Tereos divulgou o fechamento da safra 2025/26 com lucro líquido de R$ 137 milhões, conforme reportagem publicada pelo Canal Rural sobre os resultados da companhia. O dado mostra que a empresa terminou o ciclo no azul, mesmo sob um cenário de maior aperto financeiro.
Nos meses anteriores, a companhia já vinha relatando piora no desempenho. Em fevereiro de 2026, a Tereos informou prejuízo líquido de 25 milhões de euros no terceiro trimestre da safra 2025/26, com queda de receita e Ebitda. A empresa atribuiu a fraqueza à baixa dos preços, menor produtividade nos canaviais brasileiros e desvalorização do dólar.
Em 2024, o grupo havia apresentado um quadro bem mais forte. Na safra 2023/24, a receita líquida foi de R$ 6,7 bilhões, com lucro líquido histórico de R$ 719 milhões, impulsionados por preço do açúcar, recorde de produção e controle de custos.[3][8]
Por que importa para o agro
A Tereos é uma das grandes referências do setor sucroenergético. Quando a empresa mostra lucro, mesmo menor, o mercado lê isso como sinal de que ainda há espaço para eficiência operacional, gestão de hedge e ganho industrial em meio a preços mais voláteis.
Para o produtor de cana, o resultado importa porque ajuda a balizar o ritmo de pagamento da indústria e a disposição das usinas para disputar matéria-prima. Também serve de termômetro para açúcar e etanol, dois mercados que seguem sensíveis ao câmbio, ao clima e ao nível de oferta no Brasil e no exterior.
Dados e contexto
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Lucro líquido na safra 2025/26 | **R$ 137 milhões** |
| Prejuízo no 3º trimestre de 2025/26 | **25 milhões de euros** |
| Receita líquida na safra 2023/24 | **R$ 6,7 bilhões** |
| Lucro líquido na safra 2023/24 | **R$ 719 milhões** |
A comparação mostra uma virada de cenário. Em 2023/24, a companhia teve um desempenho forte, com alta de 30% na receita líquida e melhora expressiva de rentabilidade. Já em 2025/26, o grupo enfrentou queda de preços e menor volume, sobretudo no Brasil.[3][7][8]
O que observar daqui pra frente
O mercado deve acompanhar se a melhora no açúcar compensa a pressão sobre o etanol e se a safra brasileira volta a entregar produtividade mais forte. Também pesa o comportamento do câmbio, que afeta exportações e resultado consolidado de grupos globais como a Tereos.
Para usinas e fornecedores de cana, a leitura principal é financeira: margens apertadas exigem mais eficiência agrícola, disciplina industrial e trava de preços mais cuidadosa. Se o mercado internacional enfraquecer de novo, a conta pode apertar mais rápido do que o lucro atual sugere.
Fontes
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