TOTVS prepara agentes de IA para ampliar atuação no agronegócio
Após comprar a TBDC, a TOTVS planeja ampliar o uso de agentes de inteligência artificial em soluções de gestão para o agronegócio.
A TOTVS está reforçando sua estratégia no agronegócio com a aquisição da TBDC e o desenvolvimento de uma nova geração de agentes de inteligência artificial. A proposta é ampliar a automação em sistemas de gestão e oferecer respostas mais rápidas para decisões financeiras, comerciais, operacionais e agrícolas.
O que aconteceu
A TBDC, empresa de software sediada em Nova Mutum (MT), foi incorporada pela TOTVS no início de 2026. A aquisição amplia a presença da companhia em uma região estratégica do Cerrado e aproxima a empresa de produtores, distribuidores, revendas, cooperativas e outros negócios ligados à cadeia agrícola.[1]
A operação faz parte de uma estratégia mais ampla de crescimento por aquisições, parcerias e desenvolvimento próprio. A TOTVS também já investiu em empresas e soluções voltadas à inteligência artificial aplicada ao campo, como a Cromai, especializada na identificação de plantas daninhas.[2]
Os agentes de IA deverão funcionar como assistentes capazes de consultar dados, interpretar informações e executar tarefas específicas. Na prática, podem apoiar rotinas como análise de resultados, acompanhamento de indicadores, organização financeira, gestão de estoques e planejamento de operações.
Por que importa para o agro
A gestão rural reúne dados de diversas fontes: máquinas, sistemas financeiros, estoques, notas fiscais, mapas, clima, produtividade e compras de insumos. Quando essas informações ficam isoladas, o produtor ou gestor precisa gastar tempo para consolidar relatórios e identificar problemas.
Agentes integrados ao sistema de gestão podem reduzir esse trabalho e transformar dados em recomendações mais acessíveis. O ganho potencial está na velocidade da decisão, especialmente em operações com várias fazendas, filiais, armazéns ou pontos de venda.
O impacto, porém, dependerá da qualidade dos dados disponíveis. Sistemas desatualizados, cadastros inconsistentes e falta de integração podem limitar a precisão das respostas. A IA não substitui processos organizados; ela amplia a capacidade de analisar uma base confiável.[3]
Dados e contexto
- A TOTVS informa ter investido R$ 3 bilhões em pesquisa e desenvolvimento nos últimos cinco anos, com destaque para inteligência artificial.[1]
- A TBDC tem origem em Nova Mutum, polo agrícola de Mato Grosso e área de forte expansão de culturas como soja e milho.[1]
- A TOTVS atua em diferentes etapas da cadeia, incluindo gestão de propriedades, distribuidores, revendas, cooperativas e empresas agroindustriais.[1]
- A Cromai desenvolve soluções de inteligência artificial para detectar plantas daninhas e apoiar decisões no manejo agrícola.[2]
- Agentes de IA diferem de ferramentas tradicionais por poderem interpretar solicitações, consultar sistemas e executar ações dentro de limites previamente definidos.[3]
O que observar daqui para frente
O principal ponto será verificar quais agentes chegarão ao mercado, quais sistemas conseguirão integrar e quanto valor entregarão no dia a dia. Para o produtor, as oportunidades estão em reduzir tarefas administrativas e melhorar o controle da operação. Os riscos envolvem respostas baseadas em dados incompletos, excesso de automação e falta de transparência sobre as decisões sugeridas. A adoção deve avançar primeiro em processos bem estruturados e com indicadores claros.
Fontes
- AgFeed – Após comprar a TBDC, TOTVS prepara safra de agentes de IA para ampliar presença no agro
- AgFeed – Universo TOTVS reforça aposta no agro com IA e gestão
- AgFeed – IA não resolve dados bagunçados: lições para o agro
- AgFeed – O Agro é Tech? Pesquisa da TOTVS sobre uso de tecnologia no setor
- agfeed.com.br
- agfeed.com.br
- agfeed.com.br
- agfeed.com.br
- agfeed.com.br
- agfeed.com.br
- agfeed.com.br
- agfeed.com.br
Continue lendo
Novonesis amplia produção de enzimas para atender etanol de milho
Novonesis amplia a produção de enzimas e leveduras para acompanhar o crescimento da indústria brasileira de etanol de milho.

Projeto propõe apoio à rastreabilidade bovina para pequenos produtores
PL 3332/26 prevê financiamento, capacitação e assistência técnica para ampliar a rastreabilidade do gado entre agricultores familiares.

Truta amarela supera linhagem comum em peso no ponto de abate
Pesquisa do Instituto de Pesca mostra que a truta amarela atingiu 300 gramas aos 270 dias, acima dos 237 gramas da variedade comum.