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TOTVS prepara agentes de IA para ampliar atuação no agronegócio

Após comprar a TBDC, a TOTVS planeja ampliar o uso de agentes de inteligência artificial em soluções de gestão para o agronegócio.

13 de outubro de 2026 4 min de leitura
TOTVS prepara agentes de IA para ampliar atuação no agronegócio

A TOTVS está reforçando sua estratégia no agronegócio com a aquisição da TBDC e o desenvolvimento de uma nova geração de agentes de inteligência artificial. A proposta é ampliar a automação em sistemas de gestão e oferecer respostas mais rápidas para decisões financeiras, comerciais, operacionais e agrícolas.

O que aconteceu

A TBDC, empresa de software sediada em Nova Mutum (MT), foi incorporada pela TOTVS no início de 2026. A aquisição amplia a presença da companhia em uma região estratégica do Cerrado e aproxima a empresa de produtores, distribuidores, revendas, cooperativas e outros negócios ligados à cadeia agrícola.[1]

A operação faz parte de uma estratégia mais ampla de crescimento por aquisições, parcerias e desenvolvimento próprio. A TOTVS também já investiu em empresas e soluções voltadas à inteligência artificial aplicada ao campo, como a Cromai, especializada na identificação de plantas daninhas.[2]

Os agentes de IA deverão funcionar como assistentes capazes de consultar dados, interpretar informações e executar tarefas específicas. Na prática, podem apoiar rotinas como análise de resultados, acompanhamento de indicadores, organização financeira, gestão de estoques e planejamento de operações.

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Por que importa para o agro

A gestão rural reúne dados de diversas fontes: máquinas, sistemas financeiros, estoques, notas fiscais, mapas, clima, produtividade e compras de insumos. Quando essas informações ficam isoladas, o produtor ou gestor precisa gastar tempo para consolidar relatórios e identificar problemas.

Agentes integrados ao sistema de gestão podem reduzir esse trabalho e transformar dados em recomendações mais acessíveis. O ganho potencial está na velocidade da decisão, especialmente em operações com várias fazendas, filiais, armazéns ou pontos de venda.

O impacto, porém, dependerá da qualidade dos dados disponíveis. Sistemas desatualizados, cadastros inconsistentes e falta de integração podem limitar a precisão das respostas. A IA não substitui processos organizados; ela amplia a capacidade de analisar uma base confiável.[3]

Dados e contexto

  • A TOTVS informa ter investido R$ 3 bilhões em pesquisa e desenvolvimento nos últimos cinco anos, com destaque para inteligência artificial.[1]
  • A TBDC tem origem em Nova Mutum, polo agrícola de Mato Grosso e área de forte expansão de culturas como soja e milho.[1]
  • A TOTVS atua em diferentes etapas da cadeia, incluindo gestão de propriedades, distribuidores, revendas, cooperativas e empresas agroindustriais.[1]
  • A Cromai desenvolve soluções de inteligência artificial para detectar plantas daninhas e apoiar decisões no manejo agrícola.[2]
  • Agentes de IA diferem de ferramentas tradicionais por poderem interpretar solicitações, consultar sistemas e executar ações dentro de limites previamente definidos.[3]
A estratégia também acompanha o movimento de digitalização do setor. Empresas de máquinas, insumos, crédito e logística vêm usando inteligência artificial para monitorar operações, identificar desvios e melhorar o uso de recursos. No campo, aplicações desse tipo podem ajudar a comparar talhões, detectar desperdícios e acompanhar a eficiência de insumos.[4]

O que observar daqui para frente

O principal ponto será verificar quais agentes chegarão ao mercado, quais sistemas conseguirão integrar e quanto valor entregarão no dia a dia. Para o produtor, as oportunidades estão em reduzir tarefas administrativas e melhorar o controle da operação. Os riscos envolvem respostas baseadas em dados incompletos, excesso de automação e falta de transparência sobre as decisões sugeridas. A adoção deve avançar primeiro em processos bem estruturados e com indicadores claros.

Fontes

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