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UE exclui Brasil de lista e barra carne por uso de antimicrobianos

União Europeia retira o Brasil de lista de conformidade e suspende exportação de carne a partir de 3 de setembro.

08 de junho de 2026 3 min de leitura
UE exclui Brasil de lista e barra carne por uso de antimicrobianos

A União Europeia oficializou a exclusão do Brasil da lista de países que atendem às regras do bloco contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária. Com isso, o país fica proibido de exportar carne para o mercado europeu a partir de 3 de setembro deste ano. A decisão pressiona a cadeia da carne e reacende a discussão sobre uso de antibióticos na produção animal.[1]

O que aconteceu

A medida foi divulgada pelo G1 com base na decisão da União Europeia. O bloco passou a considerar que o Brasil não cumpre integralmente as exigências sobre antimicrobianos usados na pecuária.[1]

O ponto central da polêmica é o uso desses produtos como promotores de crescimento, prática já rejeitada pela UE. Um exemplo citado é a monensina, usada em confinamentos bovinos para melhorar desempenho.[1]

A reportagem também lembra que o governo brasileiro já avançou na restrição desse tipo de uso. Em abril, o Ministério da Agricultura proibiu antibióticos com finalidade zootécnica para engorda animal, com prazo de transição para retirada dos produtos do mercado.[2][5]

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Por que importa para o agro

A decisão atinge diretamente exportadores de carne e pode reduzir receita em um mercado de alto valor agregado. Também aumenta a pressão por rastreabilidade, controle de formulações e adaptação de protocolos nutricionais e sanitários nas granjas e nos confinamentos.[1][2]

Para o produtor, o efeito prático é a necessidade de revisar o uso de aditivos e separar claramente o que é tratamento veterinário do que é uso para desempenho. O risco não é só comercial. A exigência europeia tende a influenciar compradores, frigoríficos e programas de conformidade em outros destinos.[2][8]

Dados e contexto

DadoInformação
Data da restrição da UE3 de setembro de 2026
Situação no BrasilProibição de antimicrobianos como promotores de crescimento
Medida do MAPAPortaria com veto a importação, fabricação, comercialização e uso zootécnico
Antimicrobianos atingidos5 substâncias, incluindo avoparcina, bacitracinas e virginiamicina

A OMS recomenda a suspensão do uso de antibióticos para estimular crescimento de animais e alerta que a prática favorece resistência antimicrobiana.[8] A literatura citada em estudos e relatórios mostra que o uso excessivo na pecuária intensiva é tratado como um problema de saúde pública e de mercado.[3][4][7]

O que observar daqui pra frente

O foco agora estará na aplicação do prazo de transição, na fiscalização do MAPA e na resposta das indústrias de ração e dos frigoríficos. Se o setor acelerar a substituição por enzimas, leveduras e outros aditivos, o impacto operacional tende a ser menor.[5] Se houver atraso, a pressão sobre exportações e contratos pode aumentar.[1][2]

Fontes

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