UE exclui Brasil de lista e barra carne por uso de antimicrobianos
União Europeia retira o Brasil de lista de conformidade e suspende exportação de carne a partir de 3 de setembro.
A União Europeia oficializou a exclusão do Brasil da lista de países que atendem às regras do bloco contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária. Com isso, o país fica proibido de exportar carne para o mercado europeu a partir de 3 de setembro deste ano. A decisão pressiona a cadeia da carne e reacende a discussão sobre uso de antibióticos na produção animal.[1]
O que aconteceu
A medida foi divulgada pelo G1 com base na decisão da União Europeia. O bloco passou a considerar que o Brasil não cumpre integralmente as exigências sobre antimicrobianos usados na pecuária.[1]
O ponto central da polêmica é o uso desses produtos como promotores de crescimento, prática já rejeitada pela UE. Um exemplo citado é a monensina, usada em confinamentos bovinos para melhorar desempenho.[1]
A reportagem também lembra que o governo brasileiro já avançou na restrição desse tipo de uso. Em abril, o Ministério da Agricultura proibiu antibióticos com finalidade zootécnica para engorda animal, com prazo de transição para retirada dos produtos do mercado.[2][5]
Por que importa para o agro
A decisão atinge diretamente exportadores de carne e pode reduzir receita em um mercado de alto valor agregado. Também aumenta a pressão por rastreabilidade, controle de formulações e adaptação de protocolos nutricionais e sanitários nas granjas e nos confinamentos.[1][2]
Para o produtor, o efeito prático é a necessidade de revisar o uso de aditivos e separar claramente o que é tratamento veterinário do que é uso para desempenho. O risco não é só comercial. A exigência europeia tende a influenciar compradores, frigoríficos e programas de conformidade em outros destinos.[2][8]
Dados e contexto
| Dado | Informação |
|---|---|
| Data da restrição da UE | 3 de setembro de 2026 |
| Situação no Brasil | Proibição de antimicrobianos como promotores de crescimento |
| Medida do MAPA | Portaria com veto a importação, fabricação, comercialização e uso zootécnico |
| Antimicrobianos atingidos | 5 substâncias, incluindo avoparcina, bacitracinas e virginiamicina |
A OMS recomenda a suspensão do uso de antibióticos para estimular crescimento de animais e alerta que a prática favorece resistência antimicrobiana.[8] A literatura citada em estudos e relatórios mostra que o uso excessivo na pecuária intensiva é tratado como um problema de saúde pública e de mercado.[3][4][7]
O que observar daqui pra frente
O foco agora estará na aplicação do prazo de transição, na fiscalização do MAPA e na resposta das indústrias de ração e dos frigoríficos. Se o setor acelerar a substituição por enzimas, leveduras e outros aditivos, o impacto operacional tende a ser menor.[5] Se houver atraso, a pressão sobre exportações e contratos pode aumentar.[1][2]
Fontes
- Entenda a polêmica sobre o uso de antibióticos na produção de carnes
- Brasil proíbe antibióticos para engorda animal; entenda
- OMS recomenda suspensão do uso de antibióticos para estimular crescimento de animais
- Excesso de antibióticos na carne e risco global de saúde pública
- ricardoabramovay.com
- youtube.com
- worldanimalprotection.org.br
- worldanimalprotection.org.br
- globoplay.globo.com
- em.com.br
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