Uepa promove Amazônia Delas com foco em inovação e empreendedorismo feminino
Programação da Uepa conecta pesquisa, saberes amazônicos e empreendedorismo feminino para fortalecer produtos e negócios ligados ao agro.
A Universidade do Estado do Pará (Uepa) realiza, em outubro, a programação Amazônia Delas, voltada à inovação, ao empreendedorismo feminino e à valorização dos conhecimentos tradicionais da região. O evento busca aproximar pesquisa, agricultoras, produtoras, artesãs, empreendedoras e comunidades tradicionais. A proposta é transformar biodiversidade e saberes amazônicos em produtos, negócios e soluções com acesso ao mercado.
O que aconteceu
A programação será realizada nos dias 27 e 29 de outubro. O primeiro encontro ocorrerá no Campus XVIII, em Cametá, com o tema “Mulheres transformando a biodiversidade e saberes amazônicos em inovação”. A agenda inclui debates sobre pesquisa aplicada, agricultura familiar, qualidade da produção e regularização necessária para a comercialização.
Também está previsto o pitch “Elas Inovam”, com apresentações curtas de tecnologias e produtos técnico-tecnológicos desenvolvidos ou liderados por mulheres. A atividade pretende aproximar projetos acadêmicos de potenciais parceiros, consumidores, associações e empresas.
Em Belém, no dia 29, o encontro será realizado no auditório do Centro de Ciências Naturais e Tecnologia (CCNT) da Uepa. Com o tema “Da pesquisa à prateleira”, a programação tratará dos caminhos para transformar conhecimento científico em produtos, serviços e negócios viáveis.
Por que importa para o agro
A iniciativa atinge diretamente cadeias da agricultura familiar e da sociobiodiversidade amazônica. Produtos como açaí, óleos, frutos, artesanato e alimentos processados dependem de qualidade, padronização, regularização e estratégia comercial para ampliar mercados e melhorar a renda no campo.
A participação feminina também é relevante para a gestão das propriedades, das agroindústrias e das organizações coletivas. Capacitação técnica e conexão com universidades podem reduzir gargalos em processamento, embalagem, rastreabilidade, acesso a crédito e posicionamento de marca.
Quando a pesquisa chega à unidade produtiva, o conhecimento regional pode gerar soluções adaptadas às condições amazônicas. Isso inclui novos produtos, aproveitamento de subprodutos, melhoria de processos e maior eficiência no uso da biodiversidade.
Dados e contexto
- Dois dias de programação: 27 de outubro, em Cametá, e 29 de outubro, em Belém.
- Público-alvo: estudantes, pesquisadoras, agricultoras familiares, produtoras rurais, batedoras de açaí, artesãs, empreendedoras, cooperativas e comunidades tradicionais.
- Foco em Cametá: biodiversidade, saberes amazônicos, agricultura familiar, qualidade e regularização da produção.
- Foco em Belém: transformação de pesquisas e negócios em produtos prontos para chegar à prateleira.
- Formato de conexão: mesas-redondas, atividades técnicas e apresentações de projetos liderados por mulheres.
O que observar daqui para frente
O principal indicador será a continuidade dos projetos após o evento. A oportunidade está em transformar apresentações e debates em parcerias, testes de produtos, assistência técnica, regularização e contratos comerciais. Sem acompanhamento, porém, boas ideias podem permanecer restritas ao ambiente acadêmico. A conexão com cooperativas, empresas, órgãos públicos e instituições de pesquisa será decisiva para gerar resultados no campo.
Fontes
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