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Unesp mapeia genoma da pirapitinga e avança na aquicultura

Estudo da Unesp decifra o genoma da pirapitinga e pode acelerar o melhoramento genético e a produção comercial do peixe.

15 de agosto de 2026 3 min de leitura
Unesp mapeia genoma da pirapitinga e avança na aquicultura

A Unesp concluiu a descrição inédita do genoma da pirapitinga em nível cromossômico. O estudo deve ajudar o melhoramento genético da espécie e pode refletir em ganhos de produtividade na piscicultura brasileira.

O que aconteceu

A pesquisa foi conduzida por Ivana Felipe da Rosa, do Instituto de Biociências da Unesp em Botucatu, sob orientação do professor Rafael H. Nóbrega. O trabalho produziu uma referência genômica inédita da pirapitinga, peixe nativo de interesse econômico e aquicultor.

Segundo a Unesp, o genoma foi descrito com 99,8% de completude pelo indicador BUSCO, usado para medir a qualidade de montagens genômicas. O estudo foi publicado em julho de 2026 na revista Scientific Data.

A principal aplicação é prática: a base genética pode acelerar seleção de linhagens, traços produtivos e estratégias de melhoramento em cativeiro.

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Por que importa para o agro

Na piscicultura, genética de qualidade reduz tempo de seleção e aumenta previsibilidade de desempenho. Isso interessa a produtores que buscam peixes mais uniformes, com ganho de peso, sanidade e adaptação melhor controlados.

Para a cadeia, a consequência pode ser menor dependência de tentativas empíricas e mais uso de dados no desenvolvimento de matrizes e reprodutores. Em um mercado que precisa de escala e eficiência, genomas de referência viram ferramenta de competitividade.

Dados e contexto

DadoInformação
EspéciePirapitinga
InstituiçãoUnesp
UnidadeInstituto de Biociências, Botucatu
Qualidade da montagem**99,8%** de completude BUSCO
Publicação*Scientific Data*
Mês da divulgaçãoJulho de 2026

A Unesp tem histórico em genética e aquicultura, com grupos ligados ao Centro de Aquicultura da instituição. Esse acúmulo técnico reforça o peso da pesquisa para espécies nativas com potencial produtivo.

Em termos de contexto, a genética aplicada já é uma das frentes mais relevantes da aquicultura moderna, ao lado de nutrição, sanidade e manejo. Quando um peixe nativo recebe um mapa genômico robusto, a espécie entra em outro nível de estudo e uso comercial.

O que observar daqui pra frente

O próximo passo é transformar a base científica em ferramentas de campo. Isso inclui seleção genética, estudos de desempenho e validação em condições reais de produção. Se os resultados se confirmarem, a pirapitinga pode ganhar espaço como opção mais eficiente em sistemas aquícolas brasileiros.

Fontes

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