Marca a fogo pode gerar 18% de erro na identificação de bovinos
Estudo aponta falhas relevantes na leitura da marca a fogo e reforça a adoção de identificação eletrônica no rebanho.
Um estudo citado pelo Canal Rural apontou que a marcação a fogo pode levar a até 18% de erro na identificação de bovinos. O dado importa porque falhas na leitura do animal afetam o controle do rebanho, a gestão zootécnica e a rastreabilidade.
O que aconteceu
A reportagem mostra que a marca a fogo ainda é usada em larga escala na pecuária, mas pode perder legibilidade com o tempo. Cicatrizes, crescimento dos pelos e desgaste da marca dificultam a leitura correta dos números no manejo diário.
O estudo citado na matéria foi relacionado à identificação individual de vacas e comparou sistemas usados na fazenda. Segundo os resultados divulgados, a leitura por marca a fogo teve taxa de erro muito superior à identificação eletrônica.
A diferença é relevante porque erro de leitura não é apenas uma falha visual. Ele pode virar registro incorreto, animal trocado no manejo e informação ruim para decisões sanitárias, reprodutivas e comerciais.
Por que importa para o agro
Na prática, o erro na identificação compromete o controle individual do animal. Isso afeta pesagem, vacinação, apartação, reprodução e conferência de histórico, além de aumentar retrabalho na fazenda.
Para o mercado, o tema ganhou peso com a expansão da rastreabilidade. Embrapa e MAPA tratam a identificação individual como base para sistemas oficiais de controle e segurança da cadeia, especialmente quando o produtor precisa atender mercados mais exigentes.
Dados e contexto
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Erro na marca a fogo | **18%** |
| Erro na identificação eletrônica | cerca de **1%** |
| Sistema oficial de referência | **SISBOV** |
| Órgãos citados no debate | **Embrapa** e **MAPA** |
A Embrapa informa que a rastreabilidade ajuda a localizar e retirar do mercado animais ou produtos com risco sanitário. O MAPA também mantém normas para identificação e rastreamento bovino, com foco em monitoramento individual.
O que observar daqui pra frente
O produtor deve avaliar custo, durabilidade e precisão antes de escolher o sistema de identificação. Brincos eletrônicos e outros métodos de leitura automatizada tendem a reduzir falhas e melhorar o controle, principalmente em rebanhos maiores.
A tendência é que a pressão por rastreabilidade aumente. Quem ainda depende só da marca a fogo pode enfrentar mais dificuldade para organizar dados do rebanho e atender exigências de mercado e programas de certificação.
Fontes
- Giro do Boi / Canal Rural
- Embrapa - Rastreabilidade da carne bovina
- Embrapa - Identificação animal e rastreamento da produção de bovinos de leite
- MAPA - Instrução Normativa GM/MAPA 51/2018
- canalrural.com.br
- girodoboi.canalrural.com.br
- embrapa.br
- portaldoagronegocio.com.br
- embrapa.br
- girodoboi.canalrural.com.br
- pesquisa.bvsalud.org
- gov.br
- infoteca.cnptia.embrapa.br
- pecuariasustentavel.org.br
- repositorio.unesp.br
- infoteca.cnptia.embrapa.br
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