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Marca a fogo pode gerar 18% de erro na identificação de bovinos

Estudo aponta falhas relevantes na leitura da marca a fogo e reforça a adoção de identificação eletrônica no rebanho.

15 de agosto de 2026 3 min de leitura
Marca a fogo pode gerar 18% de erro na identificação de bovinos

Um estudo citado pelo Canal Rural apontou que a marcação a fogo pode levar a até 18% de erro na identificação de bovinos. O dado importa porque falhas na leitura do animal afetam o controle do rebanho, a gestão zootécnica e a rastreabilidade.

O que aconteceu

A reportagem mostra que a marca a fogo ainda é usada em larga escala na pecuária, mas pode perder legibilidade com o tempo. Cicatrizes, crescimento dos pelos e desgaste da marca dificultam a leitura correta dos números no manejo diário.

O estudo citado na matéria foi relacionado à identificação individual de vacas e comparou sistemas usados na fazenda. Segundo os resultados divulgados, a leitura por marca a fogo teve taxa de erro muito superior à identificação eletrônica.

A diferença é relevante porque erro de leitura não é apenas uma falha visual. Ele pode virar registro incorreto, animal trocado no manejo e informação ruim para decisões sanitárias, reprodutivas e comerciais.

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Por que importa para o agro

Na prática, o erro na identificação compromete o controle individual do animal. Isso afeta pesagem, vacinação, apartação, reprodução e conferência de histórico, além de aumentar retrabalho na fazenda.

Para o mercado, o tema ganhou peso com a expansão da rastreabilidade. Embrapa e MAPA tratam a identificação individual como base para sistemas oficiais de controle e segurança da cadeia, especialmente quando o produtor precisa atender mercados mais exigentes.

Dados e contexto

IndicadorDado
Erro na marca a fogo**18%**
Erro na identificação eletrônicacerca de **1%**
Sistema oficial de referência**SISBOV**
Órgãos citados no debate**Embrapa** e **MAPA**

A Embrapa informa que a rastreabilidade ajuda a localizar e retirar do mercado animais ou produtos com risco sanitário. O MAPA também mantém normas para identificação e rastreamento bovino, com foco em monitoramento individual.

O que observar daqui pra frente

O produtor deve avaliar custo, durabilidade e precisão antes de escolher o sistema de identificação. Brincos eletrônicos e outros métodos de leitura automatizada tendem a reduzir falhas e melhorar o controle, principalmente em rebanhos maiores.

A tendência é que a pressão por rastreabilidade aumente. Quem ainda depende só da marca a fogo pode enfrentar mais dificuldade para organizar dados do rebanho e atender exigências de mercado e programas de certificação.

Fontes

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