Vendas de flores devem crescer 5,2% no Dia de Finados
Ibraflor projeta alta de 5,2% nas vendas de flores e plantas ornamentais no Dia de Finados, data que representa 8% do comércio anual do setor.
As vendas de flores e plantas ornamentais devem crescer 5,2% no Dia de Finados em 2026, na comparação com o ano anterior. A projeção é do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor). Celebrada em 2 de novembro, a data representa cerca de 8% do comércio anual do setor e concentra uma das principais demandas da floricultura brasileira.
O que aconteceu
A procura aumenta nos dias que antecedem o feriado, quando consumidores compram flores para levar aos cemitérios ou usar em homenagens dentro de casa. O movimento amplia a comercialização de vasos, arranjos e flores de corte em diferentes regiões do país.
Entre as espécies mais procuradas estão crisântemos, kalanchoes, antúrios, rosas em vaso, rosas do deserto, violetas e orquídeas phalaenopsis. A variedade atende tanto consumidores que buscam opções tradicionais quanto aqueles que preferem plantas de maior durabilidade.
Em São Paulo, a previsão da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) é comercializar aproximadamente 466 mil unidades de flores nas feiras que antecedem o feriado. A movimentação financeira estimada chega a quase R$ 9 milhões.
Por que importa para o agro
O aumento sazonal da demanda beneficia produtores, atacadistas, floristas, transportadores e pontos de venda. Para o produtor, o período exige planejamento de plantio, escalonamento da produção e colheita próxima ao pico de consumo, especialmente em espécies sensíveis ao tempo.
A data também reforça a importância da organização da cadeia de flores. Como são produtos perecíveis, perdas durante colheita, embalagem, transporte e exposição podem reduzir a margem mesmo com vendas aquecidas. Qualidade, padronização e logística rápida são fatores decisivos.
Dados e contexto
| Indicador | Projeção ou informação |
|---|---|
| Crescimento das vendas | 5,2% em relação ao ano anterior |
| Participação do Finados | Cerca de 8% do comércio anual do setor |
| Ceagesp | Aproximadamente 466 mil unidades |
| Movimentação estimada | Quase R$ 9 milhões |
| Data do feriado | 2 de novembro |
O Ibraflor, com sede em Holambra (SP), acompanha o desempenho da floricultura brasileira e aponta que o consumo deixou de se concentrar apenas nos cemitérios. Homenagens em residências, com flores ao lado de fotografias e objetos de familiares, ajudam a ampliar os canais de venda.
A demanda por plantas em vaso também favorece produtos com vida útil mais longa. Para o varejo, isso permite trabalhar diferentes faixas de preço e oferecer alternativas além dos arranjos tradicionais.
O que observar daqui pra frente
Produtores devem monitorar preços, disponibilidade de insumos, custos de frete e ritmo das encomendas nos dias anteriores ao feriado. A oportunidade está na combinação entre espécies de maior procura, apresentação adequada e venda direta ao consumidor. O principal risco é produzir acima da demanda ou perder qualidade por falhas na cadeia refrigerada e no transporte.
Fontes
- Canal Rural — Finados deve impulsionar vendas de flores em 5,2%, aponta Ibraflor
- Globo Rural — Vendas de flores e plantas ornamentais devem crescer 5,2%
- CNN Brasil — Vendas de flores devem crescer 5,2% no Dia de Finados
- canalrural.com.br
- canalrural.com.br
- g1.globo.com
- tvsimbrasil.com.br
- gauchazh.clicrbs.com.br
- diariodoestadogo.com.br
- bandnewsfmcuritiba.com
- spacemoney.com.br
Continue lendo
Cacau brasileiro amplia presença internacional após evento em Paris
Participação brasileira no Salão do Chocolate de Paris abriu novos negócios e reforçou a qualidade do cacau produzido na Bahia, no Pará e no Espírito Santo.
Artesã paulista amplia produção e conquista clientes no exterior após presente a Ana Hickmann
Bolsa entregue a Ana Hickmann fez artesã de Sales Oliveira ganhar 50 mil seguidores, triplicar a produção e receber pedidos internacionais.
China desacelera compras agrícolas dos EUA e testa acordo de US$ 17 bilhões
Compras chinesas de produtos agrícolas dos EUA, fora a soja, podem atingir o menor nível em sete anos, ampliando a incerteza no comércio global.