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Vitalforce acelera plano para entrar no top 5 de biológicos no Brasil

Sob comando de Sheilla Albuquerque, Vitalforce investe em biotecnologia e fábrica para disputar o topo do mercado de bioinsumos no Brasil.

15 de setembro de 2026 4 min de leitura
Vitalforce acelera plano para entrar no top 5 de biológicos no Brasil

Sob comando de Sheilla Albuquerque, a Vitalforce traçou um plano agressivo para ocupar espaço entre as maiores empresas de biológicos do país, combinando capital paciente, expansão industrial e portfólio voltado ao conceito de “biológico primeiro”. A estratégia mira o crescimento acelerado em um mercado de bioinsumos que ganha relevância com custos de fertilizantes em alta e pressão por sustentabilidade.

O que aconteceu

Sheilla Albuquerque assumiu a Vitalforce, empresa de bioinsumos e fertilizantes especiais do grupo Lwart, com a missão de reposicionar o manejo no campo e escalar o negócio. O plano passa por colocar produtos biológicos e naturais no centro da recomendação técnica, invertendo a lógica tradicional de uso de químicos como primeira opção.

A companhia está em processo de reestruturação, com nova planta industrial no interior de São Paulo e investimentos relevantes em capacidade produtiva. Há meta de forte expansão de receita na safra 2025/26 e ambição explícita de colocar a Vitalforce entre as top 5 empresas de biológicos do país em alguns anos.

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Por que importa para o agro

A mudança de escala de uma empresa de biológicos com foco em “biológico primeiro” tende a ampliar a oferta de soluções para manejo integrado de pragas, doenças e nutrição. Para o produtor, isso significa mais opções para reduzir dependência de insumos químicos caros e voláteis, sem abrir mão de produtividade.

Com o avanço dos bioinsumos, a competição deve aumentar em segmentos como biofungicidas, bioinseticidas, bionematicidas e fertilizantes especiais. A entrada de novos players relevantes pressiona preço, acelera inovação e reforça o movimento de manejo mais sustentável, alinhado às exigências de mercados compradores.

Dados e contexto

O mercado brasileiro de bioinsumos vem crescendo acima dos defensivos químicos, puxado por pressão de custos e demanda por práticas sustentáveis. Conab e MAPA indicam expansão contínua da adoção de tecnologias biológicas em culturas como soja, milho, algodão e cana, com avanço de soluções como inoculantes e controles biológicos.

A Vitalforce estrutura seu portfólio em três pilares principais:

  • Defensivos biológicos
  • Fertilizantes especiais
  • Óleos e adjuvantes de menor pegada de carbono
Há projetos em biotecnologia avançada, como bioinsumos baseados em RNA de interferência (RNAi) para controle de lagarta-do-cartucho, em parceria com startups especializadas. Esse tipo de tecnologia, usada em vacinas, ganha espaço no agro pela precisão no alvo e potencial de reduzir impacto ambiental.

Investimentos industriais incluem ampliação da fermentação de fungos e modernização de processos. Relatos públicos apontam aportes na casa de dezenas de milhões de reais em fábrica e P&D, reforçando o plano de longo prazo com capital paciente.

IndicadorMovimento recente no setor
BioinsumosCrescimento de dois dígitos ao ano em área tratada
Fertilizantes químicosAlta de custos e maior volatilidade de oferta
Políticas públicasMAPA e Embrapa ampliando apoio a pesquisa e uso de biológicos

O que observar daqui pra frente

Produtores devem acompanhar a consolidação do portfólio da Vitalforce, o desempenho dos biológicos em campo e a evolução da tecnologia de RNAi em culturas como soja e milho. Há oportunidade de reduzir custo operacional e pressão ambiental, mas o sucesso depende de assistência técnica sólida, qualidade consistente dos produtos e integração inteligente entre biológicos e químicos no manejo.

Fontes

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