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VLI acelera e bate recorde histórico de movimentação em maio

VLI registra maior volume mensal de grãos e farelos da história em maio e se prepara para o pico da safra, reforçando a importância da logística ferroviária para o agro.

18 de junho de 2026 4 min de leitura
VLI acelera e bate recorde histórico de movimentação em maio

A VLI, operadora de ferrovias, portos e terminais, registrou em maio a maior movimentação mensal de grãos e farelos de sua história, consolidando a empresa como um dos principais elos logísticos do agronegócio brasileiro rumo à exportação. O desempenho ocorre na largada da safra 2024/25, em um momento de aumento da oferta de grãos e necessidade de escoamento rápido para os portos.

O que aconteceu

Em maio, a VLI atingiu um recorde histórico no volume de grãos e farelos transportados em suas ferrovias e terminais, superando o pico anterior registrado em 2024.[8][9] O movimento é concentrado principalmente em soja, milho e farelos destinados à exportação, com destaque para os corredores que ligam o Centro-Oeste e o MATOPIBA aos portos do Arco Norte e Sudeste.[4][8]

A empresa também avançou nos embarques portuários, com quase 2 milhões de toneladas carregadas em instalações integradas às suas operações, número próximo ao recorde do pico da safra anterior.[8] O desempenho em maio marca o aquecimento da safra 2024/25, que deve consolidar o Brasil como maior exportador global de soja, milho e farelos, segundo projeções de Conab e USDA.[4]

Nos últimos 12 meses, a VLI já vinha em trajetória de crescimento, atingindo 14,55 bilhões de TKU no corredor norte entre maio de 2024 e abril de 2025, acima do recorde anterior de 14,47 bilhões de TKU.[1] O novo patamar mensal reforça a tendência de uso mais intenso da malha ferroviária para o escoamento do agro.

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Por que importa para o agro

Para o produtor, a capacidade de escoamento no pico da safra é fator direto na formação de preço na fazenda. Quando a logística trava, prêmios caem, filas aumentam e o custo de frete explode. Ao registrar recorde em maio e ganhar ritmo antes do auge da colheita, a VLI ajuda a reduzir gargalos, melhora a fluidez até os portos e tende a limitar pressões altistas no frete rodoviário.

Para tradings, cooperativas e indústrias, o maior uso de ferrovia dilui custo logístico por tonelada e reduz risco de atraso em embarques. A consolidação da VLI como player relevante em corredores estratégicos, especialmente para a soja e milho da safra 2024/25, reforça a competitividade brasileira no mercado internacional frente a Estados Unidos e Argentina.[4]

Dados e contexto

A safra 2024/25 chega forte e explica parte do recorde logístico:

  • A Conab projeta 166 milhões de toneladas de soja na safra 2024/25, novo recorde histórico, alta de 12,4% sobre o ciclo anterior.[4]
  • A produção total de grãos no Brasil deve alcançar 325,7 milhões de toneladas, crescimento de 9,4% frente à temporada passada.[4]
  • No corredor norte operado pela VLI, foram 14,55 bilhões de TKU entre maio de 2024 e abril de 2025, acima dos 14,47 bilhões de TKU de 2023.[1]
  • Em açúcar, a VLI já havia atingido 6,2 milhões de toneladas transportadas na Ferrovia Centro-Atlântica na safra 2024/25, mesmo com produção 5,3% menor no Centro-Sul.[5]
A combinação de safra volumosa, câmbio favorável e demanda externa ativa pressiona a infraestrutura. Portos e ferrovias operam próximos ao limite em vários corredores. Nessa situação, cada ganho de eficiência – maior composição de trens, giro de vagões, integração porto-ferrovia – se traduz em tonelada a mais embarcada e menor custo por unidade para o agro.

O que observar daqui pra frente

Os próximos meses serão o teste real da capacidade da VLI de sustentar ou ampliar esse recorde em pleno pico da safra de soja e milho. Produtores e tradings devem acompanhar a fluidez dos corredores, eventuais gargalos em terminais e impacto nos fretes rodoviários de acesso às ferrovias. Se a empresa mantiver o ritmo e evitar congestionamentos, o agro ganha em competitividade externa e previsibilidade logística; se houver estrangulamentos, o custo recai direto sobre a originação no campo.

Fontes

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