Tecnologia

Xmobots cresce 25% na Agrishow e mira avanço dos drones no campo

Enquanto a venda de máquinas recua, a veterana Xmobots fatura R$ 55 milhões na Agrishow e aposta em drones agrícolas e inteligência de dados para ganhar terreno no agro.

21 de junho de 2026 4 min de leitura
Xmobots cresce 25% na Agrishow e mira avanço dos drones no campo

Enquanto a venda de máquinas agrícolas patina nas feiras, a Xmobots fechou a Agrishow com R$ 55 milhões em negócios, avanço de 25% sobre 2024, e consolida a estratégia de usar a crise dos tratores e pulverizadores para empurrar drones e serviços de dados mais fundo no campo.

O que aconteceu

A Xmobots, uma das veteranas do mercado de drones no Brasil, saiu da Agrishow 2026 na contramão das fabricantes de máquinas convencionais. Enquanto estandes de tratores e colheitadeiras registraram retração nas vendas, a empresa ampliou contratos em agricultura de precisão, pulverização e monitoramento de lavouras.[7]

Nascida com foco em defesa, a Xmobots vem redirecionando esforços para o agro, combinando drones de asa fixa e multirrotores com softwares de processamento de imagens e análise de dados. Na feira, a empresa reforçou a oferta de pacotes completos: equipamento, treinamento, suporte e integração com plataformas de gestão agrícola.[7]

Os resultados mostram que, mesmo com crédito rural mais caro e produtor cauteloso, há espaço para tecnologias que prometem reduzir custo operacional, economizar insumos e aumentar eficiência no uso de máquinas já existentes.[7]

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Por que importa para o agro

A boa performance da Xmobots em um ano duro para máquinas é um sinal claro de que o produtor está mais seletivo na hora de investir. Em vez de trocar trator ou pulverizador, muitos buscam ferramentas digitais e drones para extrair mais das máquinas atuais, economizar combustível e insumos e ganhar precisão na tomada de decisão.[5][7]

Drones com câmeras multiespectrais permitem mapear falhas de plantio, estresse hídrico e focos de pragas com rapidez, reduzindo visitas de campo e direcionando aplicações pontuais. Para pequenas e médias propriedades, isso pode significar menos passadas de pulverizador, menos amassamento de área e menor dependência de janela de clima para entrar na lavoura.[2][5]

Dados e contexto

  • A Xmobots reportou R$ 55 milhões em negócios na Agrishow 2026, alta de 25% sobre o ano anterior.[6][7]
  • O crescimento veio em um ambiente de queda nas vendas de máquinas nas principais feiras de agronegócio, pressionadas por juros altos e crédito mais restrito.[7]
  • Drones agrícolas de grande porte hoje já operam com tanques de 30 a 40 litros, realizando pulverização, adubação em cobertura e até semeadura em áreas específicas.[5]
  • Um dos ganhos citados por usuários é a ausência de compactação de solo, já que o equipamento não pisa na lavoura, preservando produtividade nas linhas de plantio.[2]
  • Em operações de pulverização, drones conseguem entrar em áreas encharcadas ou com culturas altas onde tratores e arrastos não acessam, permitindo tratar a lavoura no momento agronômico correto.[2][5]
IndicadorSituação em 2026
Faturamento Xmobots na Agrishow**R$ 55 milhões**[6][7]

| Crescimento vs. 2025 | +25% em negócios[6][7] | | Tendência máquinas tradicionais | Queda nas vendas em feiras[7] | | Uso típico de drones | Mapeamento, pulverização, adubação localizada[5] |

Instituições como Embrapa e MAPA vêm apontando que a adoção de agricultura de precisão, incluindo drones e sensores, tende a crescer à medida que produtores buscam aumentar eficiência de uso de fertilizantes e defensivos, pressionados por custos e exigências ambientais. Esse movimento favorece empresas capazes de entregar solução integrada, não apenas hardware.

O que observar daqui pra frente

Produtores devem acompanhar a queda de preços de drones, a evolução da regulamentação de voo e pulverização e a oferta de serviços sob demanda, sem necessidade de compra do equipamento. Para quem pensa em investir, o ponto crítico é calcular retorno com base em economia de insumos, redução de amassamento e ganho de informação, comparando com aluguel ou prestação de serviço local. Se a restrição de crédito para máquinas persistir, soluções aéreas e digitais tendem a ganhar ainda mais espaço nos próximos ciclos.

Fontes

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