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Abacaxi da Embrapa amplia vida útil após a colheita

Variedade BRS Sol Bahia chama atenção por resistir mais tempo após a colheita e reduzir perdas na cadeia do abacaxi.

16 de agosto de 2026 3 min de leitura
Abacaxi da Embrapa amplia vida útil após a colheita

A Embrapa desenvolveu uma variedade de abacaxi que aguenta mais tempo depois da colheita. A BRS Sol Bahia foi destacada por manter qualidade por mais dias, mesmo quando o fruto já está mais amarelo, o que ajuda a reduzir perdas e melhora a logística de comercialização.[1][2]

O que aconteceu

A reportagem mostra a BRS Sol Bahia como uma alternativa voltada ao mercado de fruta fresca, com foco em maior resistência na pós-colheita.[1] O diferencial é a capacidade de suportar o transporte e a comercialização por mais tempo sem perda tão rápida de qualidade.[1][2]

Na prática, isso interessa a produtores, atacadistas e varejo. Fruta com maior vida útil reduz descarte, amplia a janela de venda e dá mais segurança para enviar produto a mercados distantes.[2][3]

A Embrapa já vinha apontando que o abacaxi é fruto não climatérico, ou seja, não continua melhorando depois de colhido. Por isso, o manejo pós-colheita pesa muito no resultado final.[2][3]

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Por que importa para o agro

No abacaxi, o tempo entre colheita, resfriamento e transporte define boa parte da qualidade que chega ao consumidor. Quanto maior a resistência do fruto, menor a pressão por venda imediata e menor o risco de perda comercial.[2][3]

Isso também afeta a formação de preço. Quando a fruta dura mais, a cadeia ganha margem para organizar embarques, ajustar oferta e buscar mercados mais longos, inclusive fora da região produtora.[1][2]

Dados e contexto

IndicadorDado
Vida útil do abacaxi em boas condições**3 a 4 semanas** sob refrigeração, segundo material técnico da Embrapa[3]
Faixa de temperatura recomendada**8 °C a 12 °C**[3]
Umidade relativa recomendada**85% ou mais**[3]
Risco principalFerimentos e atraso no resfriamento aceleram a deterioração[3]

A Embrapa também informa que, no manejo adequado, frutos de algumas cultivares podem ser conservados por 20 a 25 dias, o que ajuda a alcançar mercados mais distantes.[2] Em outro material técnico, a instituição reforça que a colheita, o beneficiamento e o armazenamento são pontos decisivos para preservar qualidade.[2][3]

O que observar daqui pra frente

O produtor deve observar se a nova variedade se adapta ao clima, ao manejo e ao padrão de mercado da sua região. Também pesa a resposta da fruta no transporte, na colheita em ponto ideal e na aceitação do comprador, que continua sendo decisiva para preço e escala.[1][2]

Fontes

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