Sustentabilidade

ADM amplia uso de energia eólica no esmagamento de soja

ADM mantém complexo eólico na Bahia para abastecer suas indústrias de esmagamento de soja com energia renovável e reduzir emissões.

24 de setembro de 2026 4 min de leitura
ADM amplia uso de energia eólica no esmagamento de soja

A ADM mantém um complexo eólico no sertão da Bahia para fornecer energia renovável às suas indústrias de esmagamento de soja. O projeto foi desenvolvido em parceria com a Casa dos Ventos e integra a estratégia da multinacional para reduzir emissões e a pegada de carbono da operação. A iniciativa aproxima a geração de energia limpa de uma das principais etapas da cadeia da oleaginosa.

O que aconteceu

A empresa passou a tratar a geração de energia eólica como uma espécie de “safra dos ventos”. O complexo instalado na Bahia abastece unidades industriais da ADM e reduz a dependência de fontes convencionais na operação de processamento de soja.

O projeto faz parte de um investimento de grande escala em energia renovável. A parceria com a Casa dos Ventos combina a experiência da ADM na indústria e no comércio agrícola com a atuação da empresa brasileira no desenvolvimento de parques eólicos.

A medida ocorre em um momento de maior pressão sobre empresas do agronegócio para comprovar avanços ambientais. Além de atender metas corporativas, a energia renovável pode ajudar a indústria a oferecer produtos com menor intensidade de emissões para compradores que exigem rastreabilidade e descarbonização.

Por que importa para o agro

O esmagamento transforma a soja em farelo e óleo e exige consumo contínuo de energia. Ao incorporar uma fonte renovável em escala industrial, a ADM reduz a exposição a oscilações de preços e à composição mais poluente da matriz elétrica. O efeito pode alcançar contratos, exportações e exigências de grandes tradings e indústrias de alimentos.

Para produtores, a mudança reforça a tendência de valorização de cadeias com menor pegada de carbono. A energia usada no processamento é apenas uma parte das emissões da soja, que também incluem produção de insumos, uso da terra, transporte e armazenagem. Ainda assim, a indústria pode usar a redução no processamento como diferencial comercial e ambiental.

Dados e contexto

  • O complexo está localizado no sertão da Bahia, uma das regiões brasileiras com forte expansão da geração eólica.
  • A operação é conduzida pela ADM em parceria com a Casa dos Ventos.
  • O destino da energia é o abastecimento de indústrias de esmagamento de soja.
  • A estratégia está ligada à redução da pegada de carbono e ao avanço de metas ESG da companhia.
  • A energia eólica integra a matriz elétrica brasileira, que também conta com hidrelétricas, fontes solares, biomassa e termelétricas, segundo dados do Ministério de Minas e Energia.
A Conab projeta o Brasil como um dos maiores produtores e exportadores mundiais de soja. Nesse ambiente, investimentos em processamento e eficiência energética ganham relevância para a competitividade da cadeia. A Embrapa também aponta que a avaliação ambiental da soja depende de toda a cadeia produtiva, e não apenas da etapa industrial.

O que observar daqui para frente

O principal ponto será medir quanto o complexo reduz as emissões por tonelada de soja processada e como esse resultado será reconhecido por clientes e certificadoras. Também será necessário acompanhar a expansão da energia eólica para outras unidades, a estabilidade do fornecimento e a eventual transferência de valor para contratos com produtores. A oportunidade está em combinar energia limpa, rastreabilidade e produtos agrícolas com menor intensidade de carbono.

Fontes

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