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Arroz para exportação chega a R$ 90 por saca no Rio Grande do Sul

Negócios de arroz para exportação alcançam R$ 90 por saca no Rio Grande do Sul, sinalizando melhora na remuneração do produtor.

16 de outubro de 2026 3 min de leitura
Arroz para exportação chega a R$ 90 por saca no Rio Grande do Sul

Negócios de arroz destinado à exportação alcançaram cerca de R$ 90 por saca no Rio Grande do Sul, segundo informações da Federarroz. O valor supera as cotações observadas no mercado interno e mostra como a demanda externa pode ajudar a reduzir a pressão sobre os preços recebidos pelos produtores.

O que aconteceu

As negociações foram realizadas no Porto do Rio Grande, principal corredor de saída do arroz gaúcho. O preço considera operações voltadas ao mercado internacional e funciona como referência para avaliar a competitividade do cereal brasileiro.

A melhora ocorre em um cenário de oferta elevada e preços internos pressionados. Dados da Conab indicaram cotação de R$ 66,45 por saca para o produtor do Rio Grande do Sul em julho de 2025, com queda de 41,52% em relação ao mesmo período do ano anterior.[1]

A diferença entre o valor exportado e a cotação ao produtor mostra o impacto de logística, qualidade, processamento, câmbio e condições comerciais. O preço de exportação não é automaticamente repassado de forma integral ao produtor, mas cria uma alternativa para escoar excedentes.

Por que importa para o agro

O arroz gaúcho responde por parcela relevante da produção nacional. Quando os embarques aumentam, parte do volume deixa o mercado doméstico, reduzindo a oferta disponível e ajudando a sustentar as cotações nas regiões produtoras.

Para o produtor, a exportação amplia as possibilidades de comercialização e pode melhorar o poder de negociação. O resultado depende, porém, do custo de transporte até o porto, do padrão do lote, da taxa de câmbio e dos preços internacionais.

A estratégia também reduz a dependência do consumo interno. Em períodos de colheita concentrada, a abertura de canais externos pode evitar que o excesso de oferta pressione as cotações abaixo do custo operacional.

Dados e contexto

  • A Conab registrou preço de R$ 66,45 por saca para o arroz produzido no Rio Grande do Sul em julho de 2025.[1]
  • A referência de exportação chegou perto de R$ 90 por saca no Porto do Rio Grande, conforme informação atribuída à Federarroz.[2]
  • A Conab projetou exportações brasileiras de até 2,1 milhões de toneladas na safra 2025/26, em um cenário de ampla oferta interna.[3]
  • Em outra comparação divulgada pela Federarroz, embarques negociados acima de R$ 90 por saca em 2025 ficaram próximos de R$ 60 por saca em 2026, mostrando a volatilidade do mercado externo.[4]
A diferença entre os valores reforça que o preço depende do momento da contratação. Câmbio, fretes, estoques, demanda dos países compradores e concorrência de grandes exportadores influenciam diretamente a formação das cotações.

O que observar daqui pra frente

O produtor deve acompanhar os preços no porto, os custos de frete e o câmbio antes de fixar vendas. Também precisa comparar contratos de exportação com alternativas para o mercado interno. Se os embarques avançarem, a oferta doméstica tende a ficar mais equilibrada; se os preços internacionais recuarem, a vantagem pode diminuir rapidamente.

Fontes

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