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Bioinsumos avançam com Profert e ganham espaço na lavoura brasileira

A aprovação do Profert acelera o uso de bioinsumos no campo e abre nova frente de competitividade para produtores brasileiros.

30 de agosto de 2026 4 min de leitura
Bioinsumos avançam com Profert e ganham espaço na lavoura brasileira

A aprovação do Profert, programa de estímulo ao uso de fertilizantes e bioinsumos, marca uma virada na forma de nutrir e proteger as lavouras no Brasil. A medida reduz custo financeiro, amplia alternativas aos insumos químicos tradicionais e abre uma nova frente de competitividade para produtores que buscam produtividade com menor impacto ambiental.

O que aconteceu

O governo federal aprovou o Profert com foco em ampliar o acesso a fertilizantes e bioinsumos, oferecendo benefícios fiscais e financeiros para empresas e produtores que investirem nessa tecnologia. O objetivo é diminuir a dependência externa de insumos, fortalecer a indústria nacional de bioinsumos e dar fôlego ao caixa dos produtores em um cenário de margens apertadas.

Empresas de biotecnologia e cooperativas já iniciaram movimentos para ampliar portfólio e capacidade de produção de inoculantes, biodefensivos e biofertilizantes. A expectativa é de crescimento acelerado do mercado de bioinsumos nos próximos anos, com maior presença desses produtos em soja, milho, algodão, café e pecuária.

Por que importa para o agro

Bioinsumos reduzem custos de aplicação, melhoram a eficiência do uso de nutrientes e podem diminuir a necessidade de defensivos químicos, o que impacta diretamente o resultado da safra. Em culturas como soja e milho, o uso de inoculantes e biofertilizantes já mostrou ganhos de produtividade e melhor estrutura de solo, com respostas consistentes em áreas de alta e média tecnologia.

Para o produtor, o Profert traz acesso mais fácil a crédito e produtos inovadores, além de fortalecer a imagem do agro brasileiro em mercados que exigem baixa pegada de carbono e maior uso de soluções biológicas. Ao combinar bioinsumos com manejo integrado, o campo ganha em previsibilidade de produção e em segurança frente a oscilações de preços de insumos importados.

Dados e contexto

A Embrapa estima que o uso de inoculantes em soja permite reduzir em até 70% a necessidade de adubação nitrogenada mineral, com economia relevante em anos de fertilizante caro.

A Conab mostra que fertilizantes representam entre 25% e 35% do custo direto de produção em culturas como soja e milho em sistemas intensivos.

O MAPA vem registrando crescimento contínuo dos registros de produtos biológicos para uso agrícola, com dezenas de novos bioinsumos aprovados nos últimos anos.

O mercado global de bioinsumos cresce em torno de 10% ao ano, enquanto o mercado de químicos tradicionais avança em ritmo menor, pressionado por exigências regulatórias e ambientais.

IndicadorSituação no agro brasileiro
Participação de fertilizantes no custo direto25%–35% (Conab)
Redução potencial de N mineral com inoculante de sojaaté 70% (Embrapa)
Crescimento anual estimado do mercado de bioinsumoscerca de 10%

O que observar daqui pra frente

Produtores devem acompanhar a evolução das linhas de crédito ligadas ao Profert, o ritmo de registro de novos bioinsumos e os resultados de campo em diferentes regiões e sistemas de produção. A combinação de produtos biológicos com boas práticas de manejo de solo, rotação de culturas e uso racional de químicos tende a definir quem ganhará vantagem competitiva nos próximos ciclos, tanto em custo por hectare quanto em acesso a mercados mais exigentes.

Fontes

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