Brasil amplia presença na SIAL Paris 2026 com 156 empresas
Pavilhão Brasil reúne empresas, cooperativas e entidades para ampliar exportações de alimentos e conquistar novos mercados.

O Brasil inaugurou o Pavilhão Brasil na SIAL Paris 2026, na França, com a maior participação da história do país na feira. A delegação reúne 156 empresas de alimentos e bebidas, distribuídas em oito pavilhões. A estratégia busca ampliar exportações, diversificar destinos e aumentar a presença de produtos brasileiros no mercado europeu.
O que aconteceu
A participação brasileira é coordenada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com entidades como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O investimento informado para a iniciativa é de aproximadamente R$ 28 milhões.
A delegação inclui empresas de carnes, ovos, alimentos congelados, bebidas, grãos, frutas e vegetais. Também participam pequenas e médias empresas, comerciais exportadoras e cooperativas da agricultura familiar, com produtos ligados à biodiversidade brasileira, como castanhas e pequi.
A expectativa da ApexBrasil é gerar US$ 3,5 bilhões em negócios imediatos e contratos futuros durante o evento, realizado de 17 a 21 de outubro, em Paris. A feira reúne compradores, distribuidores, redes varejistas e representantes da indústria mundial de alimentos.
Por que importa para o agro
A presença coletiva reduz custos de exposição e facilita o contato entre fornecedores brasileiros e compradores internacionais. Para o agro, a feira funciona como uma vitrine para produtos processados, carnes, proteínas, bebidas e alimentos com maior valor agregado.
A participação também amplia as oportunidades para empresas que ainda dependem de poucos mercados. A diversificação reduz a exposição a mudanças tarifárias, barreiras sanitárias, oscilações cambiais e alterações na demanda de um único destino.
Para cooperativas e pequenos negócios, o acesso a compradores estrangeiros pode abrir espaço para produtos regionais e diferenciados. O desafio é transformar contatos comerciais em contratos, com regularidade de oferta, padronização, certificações e capacidade logística.
Dados e contexto
| Indicador | Informação |
|---|---|
| Empresas brasileiras | 156 participantes |
| Investimento na participação | Aproximadamente R$ 28 milhões |
| Meta de negócios | US$ 3,5 bilhões |
| Período da feira | 17 a 21 de outubro de 2026 |
| Local | Paris-Nord Villepinte, França |
| Setores | Carnes, ovos, bebidas, grãos, frutas e alimentos processados |
A edição de 2026 marca uma participação recorde do Brasil na SIAL Paris. A ABIEC levará 23 empresas ao evento em um pavilhão de 600 metros quadrados. A entidade reúne companhias responsáveis por 98% da carne negociada pelo Brasil no mercado internacional.
A França também representa um mercado estratégico. Em 2025, o comércio bilateral entre Brasil e França somou US$ 10,3 bilhões, enquanto as exportações brasileiras para o país chegaram a US$ 3,1 bilhões. A Europa exige padrões elevados de rastreabilidade, segurança dos alimentos, sustentabilidade e regularidade de fornecimento.
O que observar daqui para frente
O principal indicador será a conversão da feira em negócios efetivos e recorrentes. Empresas brasileiras devem acompanhar exigências sanitárias, custos logísticos, certificações e preferências do consumidor europeu. A oportunidade está na expansão de produtos processados, sustentáveis e de origem controlada; o risco é não manter escala, qualidade e previsibilidade após a abertura dos canais comerciais.
Fontes
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