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Calor e chuvas fortes devem marcar a primavera em Santa Catarina

El Niño mantém Santa Catarina sob cenário de calor acima da média, chuvas intensas e poucas janelas de tempo firme, exigindo planejamento fino do produtor.

15 de agosto de 2026 4 min de leitura
Calor e chuvas fortes devem marcar a primavera em Santa Catarina

A previsão para os próximos meses em Santa Catarina indica calor acima da média e chuvas intensas e frequentes, com poucas janelas de tempo firme para o campo. O cenário é influenciado por um El Niño forte, que tende a aumentar os volumes de precipitação entre setembro e outubro, exigindo atenção redobrada de produtores na safra de verão.[1][3][5]

O que aconteceu

No quadro “Será que Chove?”, do Canal Rural, a meteorologista Mercedes, de Guaraciaba, explicou que a tendência para o estado é de temperaturas elevadas e muita chuva nos próximos meses, especialmente na transição do inverno para a primavera.[1]

Nos próximos três meses, as mínimas devem ficar acima de 10°C, enquanto as máximas podem variar entre 28°C e 30°C, com episódios de calor mais intenso em algumas regiões.[1][5] Há previsão de breve queda de temperatura em agosto, com mínimas abaixo de 5°C e risco de geadas fracas, mas sem característica de frio prolongado.[1]

O destaque fica para o aumento dos volumes de chuva: entre setembro e outubro, os acumulados podem chegar a 300 mm, com possibilidade de atingir 450 mm em outubro, favorecendo tempestades, enxurradas e alagamentos em áreas vulneráveis.[1][3][5]

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Por que importa para o agro

Chuvas mais frequentes e volumosas reduzem as janelas de plantio, manejo e colheita, já que o solo encharcado dificulta a entrada de máquinas, aumenta risco de compactação e atrasa operações de adubação e aplicação de defensivos. Esse quadro pode afetar culturas de primavera-verão, como milho, soja e feijão, além de pastagens para leite e corte.[1][3][5]

Com maior recorrência de temporais, granizo e rajadas de vento, cresce o risco de acamamento de lavouras, danos em estruturas (silos, estufas, instalações de aviários e granjas) e perdas pontuais de produção. O produtor precisa ajustar o calendário, reforçar drenagem e revisar sistemas de armazenagem e energia para enfrentar períodos de chuva intensa.[3][5]

Dados e contexto

Órgãos de meteorologia indicam que o El Niño atual favorece uma atmosfera mais quente e úmida no Sul do Brasil, aumentando a probabilidade de tempestades com chuva intensa, granizo e vento forte.[3][5]

Para Santa Catarina, a Epagri/Ciram projeta, no trimestre agosto–outubro de 2026:

Indicador climáticoSituação prevista
Chuva**Acima da média** em todo o estado[3][5]
Temperatura**Acima da média**, com veranicos mais frequentes[5]
Agosto (chuva)Cerca de **110–190 mm** no Oeste, Meio-Oeste e Planalto[5]
Riscos associadosVendavais, enxurradas, inundações e deslizamentos[3][9]

Segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, já há avisos recorrentes de chuva intensa e temporais isolados, com acumulados em curto período e risco para áreas urbanas e rurais.[9] Esse padrão deve continuar com a atuação de frentes frias e sistemas instáveis mais frequentes.

O que observar daqui pra frente

Nos meses de setembro, outubro e início de novembro, o produtor deve acompanhar com atenção os boletins da Epagri/Ciram e da Defesa Civil, ajustando o calendário de plantio das culturas de verão às janelas de tempo firme. É recomendável planejar drenagem de áreas mais baixas, revisar estradas internas e estruturas de armazenagem, além de considerar escalonamento de plantio para reduzir exposição a períodos concentrados de chuva e possíveis tempestades.[3][5][9]

Fontes

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