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Colheita de soja nos EUA pressiona cotações internacionais em outubro

Avanço da colheita norte-americana amplia a oferta disponível e reduz o suporte aos preços da soja no mercado internacional.

30 de outubro de 2026 3 min de leitura
Colheita de soja nos EUA pressiona cotações internacionais em outubro

O avanço da colheita de soja nos Estados Unidos aumenta a oferta disponível no mercado e pressiona as cotações internacionais em outubro. A entrada do produto norte-americano ocorre em um momento de expectativa por uma safra recorde, reduzindo o espaço para altas nos contratos futuros.

O que aconteceu

A colheita norte-americana ganhou ritmo ao longo de outubro, colocando mais soja física à disposição de tradings, indústrias e exportadores. Esse movimento costuma elevar a oferta no curto prazo e aumentar a pressão sobre os preços negociados em Chicago.

O USDA projetou a safra de soja dos Estados Unidos em 4,56 bilhões de bushels para 2026/27, alta de 7% em relação ao ciclo anterior. A produtividade foi estimada em 53,1 bushels por acre, também em nível recorde.[9]

Até 25 de outubro, a colheita havia alcançado 79% da área, ligeiramente acima da média dos últimos cinco anos, de 77%.[9] Com o avanço dos trabalhos, a necessidade de comercialização dos produtores aumenta e pode ampliar a oferta no mercado físico.

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Por que importa para o agro

A pressão externa afeta diretamente as referências de preço para a soja brasileira. Mesmo quando a demanda permanece firme, uma oferta maior nos Estados Unidos limita a valorização dos contratos futuros e pode reduzir a margem disponível para produtores que ainda têm grãos armazenados.

No Brasil, o efeito também aparece na formação do preço interno por meio da combinação entre Chicago, câmbio e prêmio de exportação. Uma eventual valorização do dólar pode compensar parte da queda internacional, mas o resultado varia entre regiões conforme frete, disponibilidade de armazéns e demanda das indústrias.

A competição entre Estados Unidos e América do Sul tende a ganhar força nos próximos meses. O Brasil encerrou a safra 2025/26 com produção estimada em 180,4 milhões de toneladas, segundo a Conab, reforçando a oferta global para exportação.[7]

Dados e contexto

IndicadorDado
Safra de soja dos EUA em 2026/274,56 bilhões de bushels[9]
Crescimento estimado da safra norte-americana7%[9]
Colheita dos EUA até 25 de outubro79% da área[9]
Média de cinco anos para o período77% da área[9]
Produção brasileira na safra 2025/26180,4 milhões de toneladas[7]
Área brasileira estimada para 2026/2749,3 milhões de hectares[1]

O USDA manteve em US$ 12 por bushel a previsão do preço médio recebido pelos produtores norte-americanos em 2026/27. O órgão indicou que os preços podem permanecer pressionados quando o volume da colheita chegar ao mercado no fim de outubro.[8]

No Brasil, a Conab prevê crescimento moderado da área de soja na safra 2026/27, de 1,4%. A expansão menor reduz a expectativa de aumento acelerado da produção, mas não elimina a influência da oferta global sobre as cotações internas.[1]

O que observar daqui para frente

Produtores devem acompanhar a evolução da colheita nos Estados Unidos, os relatórios de oferta e demanda do USDA, o câmbio e o ritmo das exportações brasileiras. A comercialização escalonada pode reduzir o risco de concentrar vendas em um período de pressão, enquanto a armazenagem permite maior flexibilidade para aproveitar eventuais recuperações de preço.

Fontes

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