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Colheita do milho de segunda safra se aproxima do fim no Brasil

Colheita do milho safrinha está praticamente encerrada no país, com impacto direto em oferta interna, exportações e formação de preços.

15 de setembro de 2026 4 min de leitura
Colheita do milho de segunda safra se aproxima do fim no Brasil

A colheita do milho de segunda safra está praticamente concluída no país, com cerca de 98% da área já colhida, segundo acompanhamento da Conab. O ritmo, levemente abaixo do registrado em algumas temporadas anteriores, consolida a oferta do cereal e passa a direcionar decisões de venda, armazenagem e exportação para os próximos meses.

O que aconteceu

Dados recentes de acompanhamento de safra indicam que o Brasil encerra a colheita da safrinha com índice próximo de 98,3% da área colhida, acima da média dos últimos cinco anos, mas ainda abaixo dos 100% observados em 2024. As lavouras remanescentes, cerca de 1,7% da área, já se encontram em fase final de maturação, com pouco risco agronômico relevante.

O avanço semanal da colheita confirma a transição da temporada para uma fase de foco em logística, comercialização e gestão de estoque. Com a colheita praticamente finalizada, o produtor passa a ter maior clareza sobre volume disponível, custos de armazenagem e janela de exportação, especialmente nos principais estados produtores do Centro-Oeste.

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Por que importa para o agro

Com a safrinha praticamente colhida, o mercado passa a trabalhar com números mais consolidados de produção, reduzindo incertezas sobre a oferta de milho para indústria, confinamentos e exportações. Em anos de produção elevada, esse quadro tende a pressionar preços, principalmente nas regiões com forte concentração de oferta e gargalos logísticos.

Ao mesmo tempo, o fim da colheita define a base de estoques que sustentará a transição até a próxima safra de verão. Indústrias de ração, suinocultura, avicultura e pecuária intensiva ajustam contratos e compras a partir desses volumes, enquanto exportadores calibram programas de embarque e prêmios nos portos.

Dados e contexto

A Conab indica que o milho de segunda safra é responsável pela maior parte da produção nacional, consolidando o Brasil como um dos principais exportadores globais. Em levantamento recente, a companhia estimou a produção total de milho da safra 2025/26 em cerca de 144 milhões de toneladas, com a segunda safra respondendo por mais de 110 milhões de toneladas.

A safra atual apresenta produtividade em patamar próximo aos recordes históricos, impulsionada por tecnologia de sementes, manejo adequado e expansão de área em regiões consolidadas de milho safrinha. Em comparação com temporadas anteriores, o avanço da colheita mostra leve atraso pontual, mas sem grandes impactos sobre a qualidade do grão.

Abaixo, um resumo simplificado da participação da safrinha no milho brasileiro:

IndicadorEstimativa recente
Participação da 2ª safra na produção total**> 75%**

| Produção total de milho 2025/26 | 144 mi t | | Produção estimada da 2ª safra | ~112 mi t |

Esses números reforçam o papel da Conab como referência na leitura de oferta e demanda de grãos no país e como base para análises de mercado feitas por tradings, cooperativas e indústria.

O que observar daqui pra frente

Com a colheita da safrinha praticamente encerrada, o produtor deve acompanhar com atenção a evolução dos preços internos, os prêmios de exportação nos portos e o câmbio, que são decisivos para travar vendas e definir estratégia de armazenagem. A combinação entre estoque elevado, demanda interna e ritmo de embarques vai determinar se o cenário será de pressão adicional sobre cotações ou de oportunidades pontuais de venda em momentos de recuperação de preços.

Fontes

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