Demanda por farelo sustenta preços da soja no Brasil e nos EUA
A demanda firme por farelo de soja ajudou a segurar as cotações da oleaginosa no Brasil e em Chicago, segundo o Cepea.
A demanda por farelo de soja ajudou a sustentar os preços da soja no Brasil e no mercado internacional, segundo análise do Cepea. O movimento apareceu mesmo com a pressão vinda da oferta e com a volatilidade das cotações em Chicago.
Para o produtor e para a indústria, isso importa porque o farelo é um dos principais derivados do esmagamento e influencia diretamente a formação de preço do complexo soja.
O que aconteceu
O Cepea apontou que a procura por farelo manteve firme o mercado da soja, especialmente nos EUA e no Brasil. A sustentação veio do interesse de compradores pelo derivado, enquanto o grão seguia sensível às condições de oferta e aos movimentos externos.
No mercado futuro, o primeiro vencimento da soja na CME Group fechou maio com média de US$ 13,8559 por bushel, menor nível nominal desde agosto de 2022. Mesmo assim, a queda mensal foi menor do que em outras etapas do complexo, o que mostra que o farelo ajudou a dar suporte às cotações.
O farelo de soja também perdeu força em relação aos meses anteriores, mas continuou sendo um fator de sustentação para o mercado. Segundo o levantamento do Cepea, a demanda internacional foi suficiente para evitar uma pressão ainda maior sobre o complexo soja.
Por que importa para o agro
Quando o farelo ganha tração, a indústria de esmagamento melhora a margem e aumenta o interesse por soja em grão. Isso tende a reduzir a pressão sobre os preços internos e ajuda a dar mais liquidez ao mercado físico.
Para o produtor, o efeito é indireto, mas relevante. Se o farelo sustenta o complexo, a soja pode encontrar pisos de preço mais firmes, mesmo em períodos de safra cheia ou de maior oferta internacional.
Dados e contexto
- Soja em Chicago: primeiro vencimento com média de US$ 13,8559/bushel em maio, menor valor nominal desde agosto de 2022.
- Farelo de soja em Chicago: média de US$ 417,10/t curta em maio, menor nível desde novembro de 2022, segundo o Cepea.
- Brasil: o Cepea avaliou que o complexo soja foi influenciado pela movimentação do derivado, com impacto sobre preços internos e externos.
- Referência de mercado: a CME Group concentrou o sinal mais claro de fraqueza no grão, enquanto o farelo segurou parte do movimento.
| Indicador | Tendência recente |
|---|---|
| Soja em Chicago | queda mensal |
| Farelo em Chicago | recuo menor e demanda firme |
| Mercado brasileiro | sustentação parcial das cotações |
O que observar daqui pra frente
O foco agora é saber se a demanda por farelo vai continuar forte o suficiente para compensar a oferta maior de soja e a pressão vinda do mercado externo. Se a compra de derivados enfraquecer, a tendência é de novas correções nas cotações do grão. Se o esmagamento seguir aquecido, o complexo pode ganhar suporte extra e melhorar a sustentação dos preços no Brasil.
Fontes
Continue lendo

Cepea: suíno vivo integrado supera independente em julho
Em julho, remuneração do suíno vivo integrado ficou acima do mercado independente, segundo Cepea, acendendo alerta para produtores sobre margem e modelo de negócio.

Demanda aquecida mantém soja valorizada no Brasil e em Chicago
Procura forte e oferta limitada seguram preços da soja no Brasil, mesmo com dólar mais fraco, apoiados pela alta em Chicago e prêmios firmes.
Boi gordo volta a subir com oferta curta e escalas apertadas
A arroba do boi gordo voltou a avançar nas principais praças, pressionada por escalas de abate curtas e compra mais agressiva dos frigoríficos.