Sustentabilidade

El Niño eleva risco de incêndios em 399 municípios do Centro-Oeste

El Niño, seca e altas temperaturas ampliam o risco de incêndios no campo; produtores devem reforçar aceiros, monitoramento e prevenção.

26 de setembro de 2026 3 min de leitura
El Niño eleva risco de incêndios em 399 municípios do Centro-Oeste

A intensificação do El Niño deve aumentar o risco de incêndios no Centro-Oeste nos próximos meses. O cenário combina seca, temperaturas elevadas e vegetação mais ressecada, condições que favorecem a propagação rápida do fogo. O governo federal colocou 399 municípios sob monitoramento especial.

O que aconteceu

O período mais seco do ano avança sobre o Cerrado e áreas da Amazônia, elevando a probabilidade de grandes incêndios. A redução das chuvas diminui a umidade do solo e da vegetação, enquanto o calor facilita a ignição e dificulta o controle das chamas.

Do total de municípios monitorados, 23 estão em alerta vermelho, 154 em alerta laranja e 222 em alerta amarelo. O mapeamento concentra a atenção no Centro-Oeste, região com forte atividade agropecuária e extensas áreas de vegetação nativa.

As recomendações incluem manter aceiros, acompanhar a previsão do tempo e respeitar períodos de proibição do uso do fogo. Atividades com máquinas, soldas, queimadas autorizadas ou descarte de materiais também exigem planejamento e controle rigorosos.

Por que importa para o agro

Incêndios podem atingir lavouras, pastagens, cercas, silos, instalações elétricas e áreas de reserva legal. Além do prejuízo direto, a fumaça reduz a visibilidade, afeta trabalhadores e animais e pode interromper operações de colheita, transporte e manejo.

O fogo também ameaça nascentes, matas ciliares e corredores de biodiversidade. Em propriedades próximas a áreas de vegetação contínua, a existência de aceiros e rotas de acesso para brigadas reduz o tempo de resposta e limita a expansão das chamas.

Dados e contexto

O Painel El Niño 2026–2027, elaborado por órgãos federais, aponta aumento do risco de fogo no interior do país durante a estação seca. Boletins do governo indicam pressão maior sobre o Centro-Oeste, o sul da Amazônia e áreas do Norte, Nordeste e Sudeste.

O INMET mantém avisos meteorológicos e ferramentas de acompanhamento do risco de incêndio. O Cemaden também monitora condições favoráveis ao fogo, como ondas de calor, baixa umidade e ressecamento da vegetação.

ClassificaçãoMunicípios monitorados
Alerta vermelho23
Alerta laranja154
Alerta amarelo222
**Total****399**

A classificação indica o grau de risco e não significa que haverá incêndio em todas as localidades. O perigo aumenta quando períodos prolongados sem chuva se combinam com vento, calor e fontes de ignição.

O que observar daqui pra frente

Produtores devem revisar aceiros, equipamentos de combate e contatos de emergência antes do agravamento da seca. Também é necessário verificar regras estaduais para uso do fogo, evitar operações de risco nos horários mais quentes e acompanhar os avisos do INMET. A proteção de nascentes, matas ciliares e reservas legais deve fazer parte do planejamento preventivo.

Fontes

Compartilhar:

Continue lendo