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Exportação de carne de aves dispara e supera todo junho de 2025 em apenas 14 dias úteis

Em apenas 14 dias úteis, o Brasil já embarcou mais carne de aves do que em todo junho de 2025, sinalizando demanda firme e preços atrativos no mercado externo.

23 de junho de 2026 4 min de leitura
Exportação de carne de aves dispara e supera todo junho de 2025 em apenas 14 dias úteis

Em apenas 14 dias úteis de junho, o Brasil já exportou um volume de carne de aves superior ao registrado em todo o mês de junho de 2025, mostrando forte aceleração nos embarques e confirmando o país como um dos principais fornecedores globais de proteína de frango. O movimento reforça a competitividade da avicultura brasileira e tende a sustentar preços e margens ao longo da cadeia.

O que aconteceu

Segundo dados parciais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Canal Rural, os embarques diários de carne de aves no início de junho avançaram de forma consistente e, na metade do mês, o volume acumulado já superava o total exportado em junho de 2025. Esse desempenho contrasta com períodos recentes de maior volatilidade causada por custos de produção elevados e preocupações sanitárias.

O aumento reflete uma combinação de demanda externa aquecida, câmbio ainda favorável ao exportador e maior disponibilidade interna após ajustes no abate de aves ao longo do último ano. Importadores tradicionais da Ásia, Oriente Médio e África voltaram às compras com mais intensidade, e parte da indústria brasileira redirecionou volumes antes destinados ao mercado doméstico para o mercado externo.

Por que importa para o agro

Para o produtor de frango, o avanço das exportações tende a esvaziar estoques, dar suporte aos preços no mercado interno e melhorar o poder de barganha dos integrados nas negociações com a indústria. Com frigoríficos operando mais próximos da capacidade, a demanda por aves vivas e insumos como milho e farelo de soja também se mantém firme.

Do lado industrial, a maior saída de produto ajuda a diluir custos fixos, amplia a geração de caixa em dólar e fortalece a posição do Brasil em mercados estratégicos, como o de frango halal, em que o país mantém a liderança global em 2025 com exportações de cerca de US$ 1,74 bilhão no primeiro semestre.[2] O desempenho em junho consolida a imagem de fornecedor confiável, mesmo em cenário de concorrência crescente de outros players.

Dados e contexto

  • O Canal Rural destaca que, em apenas 14 dias úteis, o volume de carne de aves embarcado já supera todo o montante de junho de 2025, sinalizando forte alta nas médias diárias.
  • Dados de consultorias de mercado indicam que, na comparação entre as médias diárias, as exportações de carne de frango em junho saltaram mais de 50% em relação a junho de 2025, passando de cerca de 15,6 mil t/dia para aproximadamente 23,5 mil t/dia.[8]
  • Em boletins recentes, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC/Secex) mostra que as proteínas animais têm sustentado o superávit da balança comercial, compensando recuos em outras cadeias, como soja e milho.[1]
  • Relatório do Banco do Nordeste aponta que, até abril de 2025, o Brasil já havia exportado cerca de 1,45 milhão de toneladas de carne de frango, alta de 11,5% sobre o ano anterior, com receita próxima de US$ 2,78 bilhões, avanço de 17,5%.[4]
  • A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta para 2025 e 2026 manutenção do Brasil entre os maiores produtores e exportadores mundiais, com produção anual de frango acima de 14 milhões de toneladas.[5]
Um resumo dos movimentos recentes:
IndicadorSituação recente
Volume exportado em 14 dias úteis de junhoSuperior ao total de junho/2025

| Média diária de embarques de frango | +50% vs. junho/2025[8] | | Exportações de frango halal (1º sem/2025) | ~US$ 1,74 bi[2] | | Volume exportado jan-abr/2025 | 1,45 mi t, +11,5% vs. 2024[4] |

O que observar daqui pra frente

Os próximos meses vão mostrar se esse ritmo elevado de embarques se mantém ou se houve um pico pontual ligado a janelas de demanda e fechamento de contratos atrasados. Produtores e indústrias devem acompanhar de perto o câmbio, possíveis ajustes de compras de grandes importadores e qualquer avanço de barreiras sanitárias, além do custo de grãos na safra 2025/26, que pode definir as margens da avicultura no segundo semestre.

Fontes

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