Exportações de carne bovina chegam a 2,43 milhões de toneladas até setembro
Brasil amplia os embarques de carne bovina em 2026, apoiado pela demanda externa, mas enfrenta desaceleração no mercado chinês.

O Brasil exportou 2,43 milhões de toneladas de carne bovina entre janeiro e setembro de 2026. O resultado mantém o país entre os principais fornecedores globais e reforça a importância do mercado externo para o escoamento da produção, mesmo com a perda de ritmo observada em setembro.
O que aconteceu
Os dados compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), mostram que os embarques avançaram no acumulado do ano. Até agosto, o volume havia alcançado 2,387 milhões de toneladas, alta de 19,55% na receita, para US$ 12,957 bilhões, mas queda de 1,14% no volume ante o mesmo período de 2025.
A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira. Nos oito primeiros meses do ano, o país asiático comprou US$ 5,438 bilhões, aumento de 9,43%. A demanda chinesa, os preços internacionais elevados e a abertura de novos mercados sustentaram o desempenho do setor no primeiro semestre.
Em setembro, porém, o ritmo diminuiu. Nos primeiros 13 dias úteis do mês, o Brasil embarcou 130,31 mil toneladas, com média diária de 10,02 mil toneladas. O indicador ficou 29,9% abaixo da média registrada em setembro de 2025, segundo dados da Secex.
Por que importa para o agro
O avanço das exportações amplia a capacidade de comercialização dos frigoríficos e ajuda a sustentar a demanda por animais terminados. Para o pecuarista, um mercado externo aquecido pode melhorar a liquidez e reduzir a dependência do consumo doméstico, embora o efeito sobre os preços dependa das escalas de abate, da oferta regional e do câmbio.
A concentração das compras em grandes mercados também aumenta a exposição da cadeia a mudanças comerciais. A China segue essencial para o resultado brasileiro, mas o preenchimento da cota de importação com tarifa menor pode limitar os embarques no segundo semestre. Tarifas, embargos sanitários e exigências de rastreabilidade continuam entre os principais riscos.
Dados e contexto
| Indicador | Resultado |
|---|---|
| Exportações até setembro de 2026 | 2,43 milhões de toneladas |
| Exportações até agosto de 2026 | 2,387 milhões de toneladas |
| Receita até agosto | US$ 12,957 bilhões |
| Receita até agosto, variação anual | Alta de 19,55% |
| China, compras até agosto | US$ 5,438 bilhões |
| Embarques nos 13 primeiros dias úteis de setembro | 130,31 mil toneladas |
| Média diária em setembro | 10,02 mil toneladas |
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta que as exportações brasileiras de carne bovina alcancem 4,73 milhões de toneladas em 2026, alta de 4,46% sobre 2025. A estimativa ocorre em um cenário de produção ligeiramente menor, calculada em 11,84 milhões de toneladas, sinalizando maior participação do mercado internacional no destino da oferta.
O que observar daqui pra frente
O setor deve acompanhar a evolução da cota chinesa, o comportamento dos preços internacionais e o câmbio. Também serão decisivos a abertura de novos destinos, a manutenção dos protocolos sanitários e a disponibilidade de gado para abate. Para o produtor, contratos, planejamento de terminação e monitoramento das escalas dos frigoríficos podem reduzir a exposição às oscilações de mercado.
Fontes
- Canal Rural
- Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)
- Secretaria de Comércio Exterior (Secex)
- Abrafrigo
- trilhaeconomica.com
- sindicarne.com.br
- globorural.globo.com
- cnnbrasil.com.br
- cnnbrasil.com.br
- agroindustria.com.br
- agricultura.pr.gov.br
- broadcast.com.br
- infomoney.com.br
- gcnoticias.com.br
- itatiaia.com.br
- timesbrasil.com.br
- noticiasagricolas.com.br
- noticias.uol.com.br
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