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Exportações de carne suína crescem 6,2% até setembro de 2023

Brasil exportou quase 1,2 milhão de toneladas de carne suína entre janeiro e setembro de 2023, com avanço de 6,2% sobre o ano anterior.

09 de outubro de 2026 3 min de leitura
Exportações de carne suína crescem 6,2% até setembro de 2023

O Brasil exportou quase 1,2 milhão de toneladas de carne suína entre janeiro e setembro de 2023. O volume foi 6,2% maior que o registrado no mesmo período de 2022, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O resultado amplia a presença do país no mercado internacional e sustenta a demanda pela produção nacional.

O que aconteceu

Em setembro, os embarques somaram pouco mais de 112 mil toneladas, alta de 9,2% na comparação anual. A receita chegou a US$ 244,7 milhões, avanço de 0,2% sobre setembro de 2022.

No acumulado do ano, a média mensal ficou próxima de 132 mil toneladas. O ritmo confirmou a projeção da ABPA de crescimento das exportações brasileiras em 2023, mesmo com a pressão sobre preços e custos enfrentada pela cadeia.

Os dados consideram produtos in natura e processados. No fechamento de 2023, a ABPA informou volume recorde de 1,229 milhão de toneladas, alta superior a 9% em relação ao ano anterior.

Por que importa para o agro

O avanço dos embarques reduz a dependência exclusiva do mercado interno. Para frigoríficos e produtores, uma base maior de compradores ajuda a distribuir a oferta e pode melhorar a utilização da capacidade industrial.

A expansão também movimenta setores ligados à produção, como milho, farelo de soja, transporte, armazenagem e serviços veterinários. Como a alimentação representa parcela relevante do custo da suinocultura, o desempenho das exportações precisa ser analisado junto com os preços dos grãos e a conversão alimentar dos animais.

A abertura de novos destinos aumenta as oportunidades, mas exige regularidade sanitária, rastreabilidade e competitividade logística. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou, em 2023, a abertura do mercado mexicano para a carne suína brasileira sem necessidade de processamento térmico prévio.

Dados e contexto

IndicadorResultado
Exportações de janeiro a setembro de 2023Quase 1,2 milhão de toneladas
Crescimento no acumulado do ano6,2%
Embarques em setembro de 2023Mais de 112 mil toneladas
Crescimento em setembro9,2%
Receita em setembroUS$ 244,7 milhões
Exportações em 20231,229 milhão de toneladas

Segundo o Mapa, 23,9% da produção brasileira de carne suína foi destinada às exportações em 2023, enquanto 76,1% permaneceu no mercado interno. A China e Hong Kong seguiram entre os principais destinos dos embarques brasileiros, embora a diversificação de mercados tenha ganhado espaço.

A receita não avançou no mesmo ritmo do volume em setembro. Isso indica influência dos preços internacionais e reforça a necessidade de acompanhar não apenas toneladas embarcadas, mas também valor médio por produto e destino.

O que observar daqui pra frente

A suinocultura deve acompanhar a evolução da demanda chinesa, a abertura de novos mercados e os custos de milho e farelo de soja. Para o produtor, contratos, gestão de caixa, biosseguridade e eficiência alimentar serão decisivos para transformar o crescimento das exportações em margem. Frigoríficos e cooperativas também precisarão manter padrões sanitários e ampliar a diversificação dos destinos.

Fontes

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