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Exportações de frango de Santa Catarina somam US$ 1,15 bi até maio

Santa Catarina exportou mais de meio milhão de toneladas de carne de frango e faturou US$ 1,15 bilhão até maio, consolidando o estado entre os líderes do mercado global.

18 de junho de 2026 4 min de leitura
Exportações de frango de Santa Catarina somam US$ 1,15 bi até maio

Santa Catarina encerrou os cinco primeiros meses do ano com exportações de carne de frango acima de US$ 1,15 bilhão, mantendo o estado entre os principais fornecedores globais de proteína aviária. O volume embarcado supera meio milhão de toneladas e confirma o peso do agronegócio catarinense na balança comercial brasileira e na segurança alimentar de grandes importadores.

O que aconteceu

Entre janeiro e maio, Santa Catarina embarcou mais de 540 mil toneladas de carne de frango, segundo dados setoriais e de entidades ligadas às exportações de proteína animal. O faturamento somou cerca de US$ 1,15 bilhão, resultado impulsionado por demanda firme no Oriente Médio, Ásia e alguns mercados da Europa.[4]

O desempenho mantém o estado na ponta da avicultura exportadora, ao lado de Paraná e Rio Grande do Sul, em um momento de recordes sucessivos nas vendas externas de frango pelo Brasil. Em maio, o país superou a marca histórica de US$ 1 bilhão em receita mensal com carne de frango, o que reforça o ambiente favorável para quem atua na cadeia produtiva.[1][6]

O avanço catarinense é sustentado por um parque industrial moderno, forte presença de cooperativas e agroindústrias integradoras e uma produção com foco em qualidade sanitária, ponto-chave para acessar mercados mais exigentes.

Por que importa para o agro

Para o produtor integrado, o bom desempenho das exportações tende a significar maior estabilidade de demanda, menor ociosidade de plantas frigoríficas e, em muitos casos, contratos mais previsíveis. Com o dólar em patamar competitivo e o Brasil ganhando espaço em países que enfrentam problemas sanitários ou custos mais altos, o fluxo de abate se mantém firme.

Na outra ponta, o cenário pressiona a indústria por gestão de custos e eficiência. Milho e farelo de soja seguem como principais componentes da alimentação das aves, e a margem do frigorífico depende de conseguir repassar parte do custo ao mercado externo sem perder competitividade. Para o campo, isso exige planejamento de insumos, manejo ajustado e maior atenção a produtividade por metro quadrado de aviário.

Dados e contexto

O desempenho de Santa Catarina se insere em um quadro mais amplo de crescimento das exportações brasileiras de carne de frango:

  • O Brasil faturou US$ 1,009 bilhão com frango apenas em maio, novo recorde histórico mensal, segundo a ABPA.[6]
  • Os embarques brasileiros, somando produtos in natura e processados, chegaram a 509,9 mil toneladas em maio, alta de quase 30% sobre o mesmo mês do ano anterior.[1][6]
  • No acumulado de janeiro a maio, o país exportou 2,453 milhões de toneladas de carne de frango, consolidando o Brasil como maior exportador global.[6]
  • Entre os estados, Paraná lidera o volume exportado, com mais de 200 mil toneladas em maio, seguido de Santa Catarina, com mais de 110 mil toneladas no mesmo período.[1]
Em Santa Catarina, o agronegócio de carnes (frango, suínos e outras espécies) já vinha registrando desempenho recorde em trimestres anteriores, com crescimento em receita e volume.[3] A cadeia se apoia em status sanitário diferenciado (livre de febre aftosa sem vacinação e forte controle de influenza aviária), reconhecido por mercados de alto valor agregado.

Para os próximos meses, o comportamento da demanda internacional estará ligado a três fatores: ritmo de compras da Ásia, eventual recomposição de estoques em países concorrentes e efeitos de conflitos geopolíticos sobre logística e fretes.

O que observar daqui pra frente

Produtores e indústrias devem acompanhar de perto câmbio, custos de ração e abertura ou ampliação de mercados. Oscilações no preço do milho podem apertar margens de integração, enquanto novos habilitamentos de plantas brasileiras em países asiáticos e do Oriente Médio podem sustentar o ritmo de abates. Em paralelo, qualquer ocorrência sanitária relevante em grandes exportadores concorrentes tende a abrir oportunidades adicionais para Santa Catarina e para a avicultura brasileira.

Fontes

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