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Exportações de frango e mel para a União Europeia podem voltar em dezembro

Brasil avança na retomada das exportações de frango e mel para a União Europeia após auditoria sanitária considerada satisfatória.

22 de outubro de 2026 4 min de leitura
Exportações de frango e mel para a União Europeia podem voltar em dezembro

As exportações brasileiras de carne de frango e mel para a União Europeia podem ser retomadas em dezembro, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A previsão depende da conclusão dos trâmites do bloco após uma auditoria que avaliou os controles sanitários adotados no Brasil.

O que aconteceu

A União Europeia suspendeu, desde 3 de setembro, as importações de produtos de origem animal do Brasil, incluindo carne de frango e mel. A medida ocorreu após mudanças nas exigências sanitárias relacionadas ao uso de antimicrobianos e à comprovação dos controles oficiais.

Entre 24 de agosto e 4 de setembro, técnicos europeus realizaram uma auditoria no sistema brasileiro de produção e fiscalização. O relatório considerou satisfatórios os controles sanitários e os procedimentos oficiais aplicados às cadeias de aves e mel, segundo o Mapa.

O documento abriu caminho para a reinclusão do Brasil na lista de fornecedores autorizados do bloco. A decisão final ainda depende da análise e aprovação pelas instâncias europeias responsáveis. Mesmo com parecer favorável, a liberação não ocorre de forma automática.

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Por que importa para o agro

A União Europeia é um mercado de alto valor para produtos brasileiros. A suspensão interrompeu contratos, alterou a programação de frigoríficos e aumentou a necessidade de redirecionar cargas para outros destinos. A retomada pode reduzir incertezas para exportadores e recompor parte da demanda internacional.

Para a avicultura, o retorno ao bloco também ajuda a preservar o planejamento de produção. O ciclo do frango é curto, próximo de 45 dias, o que permite ajustar rapidamente alojamentos e abates conforme a confirmação dos embarques. No mel, a reabertura melhora as perspectivas para cooperativas, entrepostos e apicultores que dependem do comércio externo.

A decisão, porém, não elimina os riscos regulatórios. O mercado europeu exige rastreabilidade, controles sobre resíduos e documentação detalhada. Qualquer falha pode atrasar a retomada ou provocar novas restrições.

Dados e contexto

  • A suspensão das compras europeias começou em 3 de setembro.
  • A auditoria da Comissão Europeia ocorreu entre 24 de agosto e 4 de setembro.
  • O relatório avaliou os sistemas brasileiros de produção, fiscalização e controle sanitário.
  • A União Europeia reúne 27 países e é um dos principais mercados para produtos de origem animal.
  • Em 2025, o bloco comprou quase US$ 800 milhões em carne de frango brasileira, segundo dados do governo.
  • De janeiro a julho de 2026, Minas Gerais exportou US$ 20 milhões em carne de frango e US$ 3 milhões em mel para a União Europeia.
O avanço depende da decisão do Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações, conhecido como Scopaff. O órgão analisa propostas da Comissão Europeia relacionadas à autorização de importações e às regras sanitárias do bloco.

O que observar daqui pra frente

Exportadores devem acompanhar a decisão formal da União Europeia, a publicação da autorização e os procedimentos para habilitação dos estabelecimentos. A oportunidade é relevante, mas a retomada será gradual. Preços, contratos e programação de abates dependerão da confirmação dos prazos, enquanto produtores e empresas precisam manter controles de resíduos, rastreabilidade e conformidade documental.

Fontes

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