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Exportações do agro brasileiro à União Europeia sobem 14,8% após acordo

Vendas do agronegócio brasileiro ao bloco europeu somaram US$ 12,21 bilhões entre maio e setembro de 2026.

02 de novembro de 2026 3 min de leitura
Exportações do agro brasileiro à União Europeia sobem 14,8% após acordo

As exportações do agronegócio brasileiro para a União Europeia somaram US$ 12,21 bilhões entre maio e setembro de 2026, alta de 14,8% sobre o mesmo período de 2025. O resultado ocorreu nos cinco primeiros meses de aplicação provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, iniciado em 1º de maio.

O que aconteceu

Segundo dados do sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil embarcou 17,74 milhões de toneladas de produtos agropecuários e agroindustriais para os 27 países do bloco europeu no período. O volume foi 8,1% superior ao registrado um ano antes, quando alcançou 16,42 milhões de toneladas.

O crescimento combina maior quantidade embarcada e aumento da receita em dólar. A alta ocorreu depois de mais de 25 anos de negociações para o acordo entre os dois blocos, que prevê redução ou eliminação gradual de tarifas para produtos selecionados.

A expansão não foi uniforme entre as mercadorias. Produtos como abacate fresco, mel e óleo de milho registraram avanços expressivos nas exportações favorecidas pelo acordo, embora partam de bases menores e tenham participação limitada no total vendido.

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Por que importa para o agro

O mercado europeu amplia as opções de venda para produtores, cooperativas, tradings e indústrias brasileiras. A redução tarifária pode melhorar a competitividade de produtos com maior valor agregado, especialmente alimentos processados, frutas, carnes e derivados agrícolas.

Para o produtor, o efeito depende da capacidade de cumprir exigências sanitárias, ambientais, de rastreabilidade e de qualidade. O aumento dos embarques pode estimular contratos, investimentos em armazenagem e processamento, mas não garante repasse automático de preços no campo.

Dados e contexto

IndicadorResultado
Período analisadoMaio a setembro de 2026
Receita exportadaUS$ 12,21 bilhões
Crescimento em valor14,8%
Volume embarcado17,74 milhões de toneladas
Crescimento em volume8,1%
Mercado27 países da União Europeia

A União Europeia também aparece entre os principais destinos do agronegócio brasileiro. De janeiro a setembro de 2026, o bloco comprou US$ 20,20 bilhões em produtos do setor, segundo o Mapa. Café, farelo de soja, carne de frango, frutas e suco de laranja estão entre os itens mais demandados pelos europeus.

O desempenho dos cinco primeiros meses ainda não mede todo o impacto do acordo. Parte das preferências tarifárias pode exigir regulamentação, habilitação de plantas, cumprimento de cotas e adaptação dos exportadores às regras específicas de cada produto.

O que observar daqui pra frente

A continuidade do crescimento dependerá da execução do acordo, do câmbio, dos preços internacionais e da demanda europeia. Empresas brasileiras devem acompanhar cotas e exigências técnicas, enquanto produtores podem encontrar oportunidades em cadeias com maior processamento, rastreabilidade e diferenciação. A ampliação das vendas também exigirá atenção a custos logísticos e às regras ambientais do bloco.

Fontes

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