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FGV aponta alta de 0,7% na atividade em maio e mantém PIB em trajetória de crescimento

Monitor do PIB da FGV mostra avanço de 0,7% em maio sobre abril, reforçando cenário de economia em expansão com impacto direto sobre demanda interna e custos do agro.

20 de julho de 2026 4 min de leitura
FGV aponta alta de 0,7% na atividade em maio e mantém PIB em trajetória de crescimento

A atividade econômica brasileira avançou 0,7% em maio na comparação com abril, segundo o Monitor do PIB da FGV, sinalizando continuidade da trajetória de crescimento iniciada no começo do ano. O dado reforça que o PIB segue em expansão moderada, sustentada pela demanda interna, o que influencia diretamente preços, custos de produção e decisões de investimento no agro.

O que aconteceu

O Monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas é um indicador mensal que antecipa o comportamento do Produto Interno Bruto, medido oficialmente pelo IBGE. Em maio, o índice mostrou crescimento de 0,7% na margem, já com ajuste sazonal, mantendo o nível de atividade acima do registrado no mesmo período do ano passado.[2][10]

A leitura de maio vem após um primeiro trimestre em que a economia já havia avançado, com alta próxima de 0,9% frente ao quarto trimestre anterior conforme estimativas do próprio Monitor do PIB-FGV, e resultado oficial de 1,1% no PIB divulgado pelo IBGE.[2][8] Os dados apontam uma economia em ritmo de expansão, ainda que moderado, com destaque para consumo das famílias e investimentos.[5]

Entre os setores, indústria e serviços continuam como motores da atividade, enquanto a agropecuária mostra oscilação no curto prazo. Em maio, indicadores de atividade agregada sugerem alta na indústria e nos serviços e recuo na agropecuária, refletindo efeitos de clima e preços em algumas cadeias.[10]

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Por que importa para o agro

Para o produtor rural, a expansão da atividade econômica significa mercado interno mais aquecido, com maior demanda por alimentos, fibras e insumos. Um PIB em crescimento tende a sustentar preços em patamar mais firme, especialmente em proteínas, grãos e produtos processados, beneficiando quem atua em cadeias ligadas ao consumo doméstico.[5][8]

Por outro lado, atividade mais forte pode pressionar custos de produção, via energia, frete, mão de obra e serviços. Com inflação ainda acima do centro da meta e juros em processo de ajuste, o produtor precisa avaliar com cuidado margens, capital de giro e timing de investimento em tecnologia, armazenagem e expansão de área.[1][7]

Dados e contexto

O quadro recente combina avanço da atividade com revisão moderada de projeções de crescimento e inflação:

IndicadorSituação recente
PIB oficial 1º tri 2026 (IBGE)**+1,1%** vs 4º tri de 2025, R$ 3,3 trilhões[8]
Monitor do PIB-FGV 1º tri**+0,9%** vs trimestre anterior, acumulado de R$ 3,443 trilhões[2]
Monitor do PIB-FGV maio**+0,7%** vs abril (dado mensal)[10]
Atividade em maio vs maio 2025cerca de **+0,8%**[10]
PIB acumulado em 12 mesesalta próxima de **1,4%–1,9%** conforme diferentes métricas[2][10]

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda projeta crescimento em torno de 2,3% para o PIB em 2025, com desaceleração no segundo semestre, e inflação próxima de 4,9%, acima do centro da meta.[1][7] A combinação de expansão moderada com inflação resistente é relevante para o agro, pois baliza juros, câmbio e programas de crédito rural.

Medidas de estímulo à renda, como correção do salário mínimo e faixas de isenção de IR, vêm sustentando o consumo das famílias, o que ajuda setores ligados à alimentação e varejo.[5][8] Ao mesmo tempo, o cenário fiscal segue pressionado, o que pode limitar espaço para subsídios e programas mais agressivos de apoio ao setor.[1][9]

O que observar daqui pra frente

Nos próximos meses, o produtor deve acompanhar de perto o comportamento da atividade econômica, inflação e juros, além das projeções atualizadas de PIB pelo governo, FGV e IBGE. Se o crescimento se mantiver, o mercado interno seguirá relevante para escoar a produção, mas qualquer perda de ritmo ou alta adicional de custos pode apertar margens, exigindo gestão mais rígida de caixa, contratos e estoques.

Fontes

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