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Governo altera regras para tentar evitar embargo da UE à carne brasileira

Brasil cria protocolo para atender exigências da União Europeia e tentar manter as exportações de carnes após setembro.

03 de julho de 2026 3 min de leitura
Governo altera regras para tentar evitar embargo da UE à carne brasileira

O governo brasileiro mudou as regras sanitárias para tentar manter as exportações de carne para a União Europeia. A pressão vem de uma exigência do bloco sobre o uso de antimicrobianos, que pode tirar o Brasil do mercado europeu a partir de setembro.

O que aconteceu

A União Europeia oficializou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal, incluindo carne bovina, frango, pescado, mel e tripas. A medida foi publicada em regulamento no Diário Oficial do bloco e passa a valer em 3 de setembro de 2026.[1]

Para tentar reverter o quadro, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria criando o Protocolo de Certificação para Bovinos Livres do Uso de Medicamentos Antimicrobianos. A adesão é voluntária, mas será necessária para quem quiser seguir vendendo ao mercado europeu.[2]

O novo protocolo exige certificadora credenciada, termo de adesão e documentos que comprovem controle sobre o uso desses medicamentos ao longo da criação. Depois da análise e da vistoria, a certificação pode sair em até sete dias, segundo o governo.[2]

Por que importa para o agro

A União Europeia é um mercado de alto valor e perder acesso reduz receita, principalmente para frigoríficos e produtores integrados à cadeia exportadora. O impacto não é igual para todo o setor, mas qualquer restrição desse tipo afeta preço, planejamento e contratos.[1][2]

Na prática, o risco maior está na carne bovina, mas a decisão também alcança outros produtos de origem animal. Isso pressiona o Brasil a acelerar a adaptação sanitária e a comprovar rastreabilidade, pontos cada vez mais exigidos no comércio internacional.[1][3]

Dados e contexto

ItemInformação
Data de vigência da medida da UE**3 de setembro de 2026**
Produtos atingidosCarne bovina, frango, pescado, mel, tripas e outros de origem animal
Exigência centralGarantia de ausência de antimicrobianos em animais destinados à exportação
Ação do governoCriação de protocolo de certificação para bovinos

A decisão europeia foi interpretada como um alerta sanitário e comercial. Segundo as reportagens citadas, o Brasil foi o único país retirado da lista por não atender às exigências no prazo estabelecido.[1]

O governo afirma que trabalha para reverter o veto e recolocar o país na lista de habilitados. A estratégia envolve negociação diplomática e adaptação dos protocolos produtivos para atender ao padrão europeu.[3][5]

O que observar daqui pra frente

O mercado vai acompanhar se o novo protocolo será suficiente para destravar embarques antes de setembro. Se a adaptação avançar lentamente, frigoríficos podem redirecionar volumes para outros destinos, enquanto produtores com foco exportador terão de ajustar manejo, documentação e controle sanitário.

Também será importante observar a resposta de Bruxelas. Se a UE aceitar as novas garantias, o Brasil preserva um mercado relevante; se não aceitar, a perda pode reforçar a busca por compradores alternativos e ampliar a pressão por padronização na cadeia da carne.

Fontes

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