Governo avalia nova subvenção ao diesel para segurar custos do transporte
Durigan defendeu subvenção de R$ 1,20 por litro ao diesel importado, com divisão da conta entre União e estados, para conter alta de custos e risco de desabastecimento.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo trabalha em uma nova subvenção ao diesel importado para reduzir a pressão sobre preços e evitar risco de desabastecimento. A proposta prevê R$ 1,20 por litro, com custo dividido entre União e estados.
A medida importa para o agro porque o diesel pesa diretamente no frete, no escoamento da safra e no custo de operação de máquinas e caminhões. Qualquer alívio no combustível tende a chegar, ainda que parcialmente, à cadeia produtiva.
O que aconteceu
Durigan disse que o governo quer substituir a ideia de corte direto de ICMS por um modelo de subvenção aos importadores. Segundo as informações divulgadas, a conta ficaria em R$ 0,60 por litro para a União e R$ 0,60 para os estados.
A proposta foi desenhada como medida temporária, com validade até 31 de maio, e faz parte da tentativa do governo de conter os efeitos da alta internacional do petróleo e da tensão geopolítica sobre combustíveis. A equipe econômica também buscava adesão dos governadores para viabilizar a estratégia.
As reportagens citam que o custo total estimado para a medida é de R$ 3 bilhões no período. Em declarações públicas, Durigan sinalizou que a iniciativa poderia seguir adiante mesmo sem unanimidade formal entre os estados.
Por que importa para o agro
O diesel é um dos principais componentes do custo logístico do agronegócio. Ele afeta o transporte de insumos, a movimentação da produção até armazéns e portos e o trabalho de máquinas em campo.
Quando o combustível sobe, o impacto aparece no custo final da soja, milho, carne e outros produtos da cadeia. Em momentos de pico de safra, a pressão sobre frete costuma ser ainda maior, o que reduz margem do produtor e aumenta a volatilidade no mercado.
Para o agro, a leitura prática é simples: a subvenção pode aliviar a pressão imediata sobre o transporte, mas não resolve a estrutura do problema. Se o petróleo voltar a subir ou houver atraso na implementação, o efeito tende a ser limitado.
Dados e contexto
| Dado | Informação |
|---|---|
| Valor da subvenção | **R$ 1,20 por litro** |
| Divisão da conta | **R$ 0,60 União** e **R$ 0,60 estados** |
| Prazo informado | Até **31 de maio** |
| Custo estimado | **R$ 3 bilhões** |
| Objetivo | Conter alta do diesel e risco de desabastecimento |
Segundo as reportagens, o plano foi discutido como resposta à escalada recente dos combustíveis e à necessidade de estabilizar o mercado interno. A ideia é reduzir a pressão sobre importadores e, por tabela, sobre a formação de preço na cadeia.
O que observar daqui pra frente
O ponto principal é a forma de financiamento e a adesão dos estados. Se houver resistência política ou atraso na publicação da medida, o efeito no preço do diesel pode demorar a aparecer. Também será importante acompanhar se a ajuda chega ao frete agrícola ou fica absorvida em outras etapas da cadeia.
Para o produtor, vale monitorar o custo do transporte nas próximas semanas, especialmente em rotas longas e regiões dependentes de diesel importado. Se a medida sair como previsto, pode haver alívio pontual; se fracassar, a pressão sobre margem e logística continua no radar.
Fontes
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