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IFI vê espaço de R$ 10 bi com PLP dos combustíveis

IFI considera factível a criação de espaço orçamentário de R$ 10 bilhões com o PLP dos combustíveis, com reflexos para gasto público e agro.

14 de agosto de 2026 3 min de leitura
IFI vê espaço de R$ 10 bi com PLP dos combustíveis

A Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado avaliou como consistente e factível a expectativa do governo de abrir cerca de R$ 10 bilhões em espaço orçamentário com o PLP dos combustíveis. A leitura importa porque o texto ganhou peso além do tema original e passou a incluir travas de gasto, incentivos fiscais e pontos ligados ao agronegócio.

O que aconteceu

A IFI analisou o Projeto de Lei Complementar dos Combustíveis e concluiu que a estimativa de ganho fiscal apresentada pelo governo faz sentido dentro da lógica do texto. A entidade destacou que não se trata de corte direto de despesas, mas de uma folga que pode ser ocupada por outras despesas no PLOA de 2027.[1]

Segundo a avaliação citada pela imprensa, o único impacto novo para 2026 seria a subvenção ao etanol, que pode chegar a R$ 1,2 bilhão por causa de antecipações previstas ainda neste ano.[1]

O projeto começou ligado à compensação da desoneração de combustíveis, mas foi ampliado no Congresso. O texto passou a incluir mecanismos de controle de gastos e outros temas, como minerais críticos, fertilizantes e regras sobre exportadoras.[2][3]

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Por que importa para o agro

O agro entra nessa discussão por três frentes: diesel, etanol e fertilizantes. Diesel pesa no custo do frete, da operação mecanizada e da distribuição de insumos. Qualquer mudança tributária ou de subvenção nesse mercado afeta a conta do produtor e a logística da cadeia.[2][4]

O texto também passou a tratar de biocombustíveis e de incentivos ligados a fertilizantes e minerais críticos. Isso interessa ao setor porque pode influenciar a competitividade do etanol, o custo de insumos importados e a estrutura tributária de parte da agroindústria exportadora.[2][8]

Dados e contexto

ItemDado
Espaço orçamentário estimado**R$ 10 bilhões**
Impacto novo em 2026Até **R$ 1,2 bilhão** com subvenção ao etanol
Desoneração originalCombustíveis como diesel, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação
Efeito adicional citadoTravar crescimento de despesas obrigatórias em cenário de déficit primário

A Câmara aprovou o texto em 12 de agosto e o envio ao Senado avançou com mudança de escopo. A Reuters informou que o substitutivo também passou a tratar de minerais críticos, fertilizantes, Copa Feminina e diferimento do IBS e da CBS sobre produtos agropecuários in natura.[2] O Globo apontou estimativa semelhante de R$ 10 bilhões em contenção de gastos em 2027.[3]

O que observar daqui pra frente

O ponto central agora é a redação final no Senado e o tamanho real do alcance fiscal do projeto. Para o agro, o mais relevante é se o texto vai manter incentivos que reduzam custo de combustível e de insumos sem criar novas distorções tributárias para a cadeia produtiva. Também vale monitorar se a subvenção ao etanol e as regras para exportadoras terão efeito prático sobre preço, margem e competitividade.

Fontes

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