Lagar H cresce com safra recorde e amplia aposta no mercado nacional
Com colheita maior e receita 45% acima de 2023, a marca gaúcha Lagar H acelera expansão e mira mais espaço fora do Sul.
A marca gaúcha de azeite Lagar H, de Cachoeira do Sul (RS), vive um ano de expansão após uma safra recorde e um salto de 45% na receita do primeiro semestre frente a 2023. O avanço reforça a retomada da olivicultura no Estado e sustenta a estratégia da empresa de ganhar espaço no mercado brasileiro.
O desempenho vem após uma safra anterior muito ruim no Rio Grande do Sul. Agora, com o clima mais favorável, a empresa projeta aumentar a produção e acelerar a busca por audiência nacional, especialmente fora da sua base tradicional no Sul.
O que aconteceu
A Lagar H reportou crescimento de 45% na receita do primeiro semestre, na comparação com o mesmo período de 2023, que foi a última safra mais cheia. A empresa não divulga faturamento, mas informa que já recebeu R$ 25 milhões em investimentos no projeto.
Segundo a empresária Glenda Haas, a colheita desta safra deve ser recorde. A expectativa é sair de 40 mil litros para até 100 mil litros de azeite, caso o clima siga colaborando até o fim da colheita.
A marca também acelera a presença comercial no país. Hoje, a expansão mira públicos fora do mercado regional e aposta em produtos premium para avançar em capitais e canais de maior valor agregado.
Por que importa para o agro
O caso mostra como a olivicultura gaúcha pode transformar clima favorável em ganho de escala e receita. Em um setor ainda pequeno, mas com forte apelo de qualidade, safra boa faz diferença direta na rentabilidade e na capacidade de investimento.
Para o mercado, o avanço da Lagar H reforça a consolidação do azeite brasileiro como produto premium. Isso abre espaço para mais marcas nacionais disputarem gôndola com importados, especialmente em nichos que valorizam origem, rastreabilidade e certificações.
Dados e contexto
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Crescimento da receita no 1º semestre | **45%** sobre igual período de 2023 |
| Investimento acumulado no projeto | **R$ 25 milhões** |
| Produção atual estimada | **40 mil litros** |
| Produção projetada na safra recorde | **até 100 mil litros** |
| Quebra na safra gaúcha anterior | **80%** |
A comparação com 2024/25 ajuda a explicar o salto. Segundo a empresa, a safra passada teve quebra de 80% na produção gaúcha por excesso de chuva na floração. Já nesta safra, a melhora climática favoreceu o pegamento das azeitonas e elevou a expectativa de colheita.
O que observar daqui pra frente
O principal ponto é saber se a empresa conseguirá transformar volume maior em ganho comercial sem perder margem. Em azeite premium, expansão rápida exige padrão consistente de qualidade, distribuição eficiente e marca forte para sustentar preço.
Também vale acompanhar se a safra recorde no RS vira tendência e não exceção. Se o clima continuar ajudando, a produção gaúcha pode ganhar mais relevância nacional e fortalecer a oferta de azeites brasileiros em um mercado ainda muito dependente de importados.
Fontes
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