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Maior produção de soja e milho nos EUA pressiona preços

USDA elevou as estimativas para as safras norte-americanas de soja e milho, aumentando a oferta e pressionando as cotações.

14 de outubro de 2026 3 min de leitura
Maior produção de soja e milho nos EUA pressiona preços

O aumento das estimativas para as safras de soja e milho dos Estados Unidos elevou a percepção de oferta no mercado internacional. O movimento amplia a pressão sobre as cotações dos grãos e pode afetar a formação de preços no Brasil, principalmente durante a comercialização da safra.

O que aconteceu

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para cima as projeções de produção de milho e soja no país. Para o milho, a estimativa chegou a 407 milhões de toneladas, cerca de 6 milhões de toneladas acima da previsão anterior.

A produção norte-americana de soja foi projetada em aproximadamente 124 milhões de toneladas. O USDA também indicou estoques finais de 8,5 milhões de toneladas, sinalizando maior disponibilidade do produto ao longo do ciclo comercial.

A revisão veio principalmente de expectativas melhores de produtividade. No milho, o rendimento médio foi estimado em 181,2 bushels por acre. Na soja, a projeção chegou a 53,1 bushels por acre.

Por que importa para o agro

Uma safra maior nos Estados Unidos aumenta a oferta disponível para exportação e reduz o risco de falta de produto no mercado global. Esse cenário costuma limitar altas nas bolsas internacionais, especialmente quando a demanda não cresce no mesmo ritmo.

Para o produtor brasileiro, o impacto aparece na combinação entre Chicago, câmbio, prêmios de exportação e condições internas de oferta. Mesmo com uma eventual valorização do dólar, preços internacionais mais baixos podem reduzir a paridade de exportação e pressionar as referências nas regiões produtoras.

A pressão tende a ser maior no milho, porque o USDA reduziu a previsão de preço médio recebido pelos agricultores norte-americanos para US$ 4,70 por bushel, queda de US$ 0,10 em relação à estimativa anterior. Para a soja, a previsão foi mantida em US$ 12 por bushel.

Dados e contexto

ProdutoProdução estimada nos EUAIndicador de preço
Milho407 milhões de toneladasUS$ 4,70/bushel, queda de US$ 0,10
Soja124 milhões de toneladasUS$ 12,00/bushel, estável
  • A produção de milho foi elevada em cerca de 6 milhões de toneladas na comparação mensal.
  • A produção de soja subiu para 4,56 bilhões de bushels na estimativa do USDA.
  • O rendimento projetado da soja passou para 53,1 bushels por acre.
  • Os estoques finais de soja nos EUA foram estimados em 8,5 milhões de toneladas.
O avanço da colheita norte-americana também pode aumentar a oferta física no curto prazo. Com mais grãos chegando ao mercado, compradores tendem a negociar com maior poder de escolha, dificultando recuperações rápidas nas cotações.

O que observar daqui para frente

Produtores devem acompanhar a evolução da colheita nos Estados Unidos, os próximos relatórios do USDA, o câmbio e os prêmios nos portos brasileiros. No mercado interno, a estratégia de venda precisa considerar custos de armazenagem, necessidade de caixa e possibilidade de novas quedas. A demanda chinesa por soja e o ritmo das exportações brasileiras serão pontos decisivos para definir o espaço de recuperação dos preços.

Fontes

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