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Menor oferta global melhora perspectiva para o algodão brasileiro

Produção mundial menor, estoques reduzidos e demanda firme sustentam os preços e ampliam a visibilidade para o produtor brasileiro.

28 de setembro de 2026 3 min de leitura
Menor oferta global melhora perspectiva para o algodão brasileiro

A menor produção mundial de algodão, a redução dos estoques e a demanda ainda resiliente deram suporte às cotações internacionais em setembro. O cenário melhora a perspectiva de comercialização para produtores brasileiros, apesar da pressão sazonal causada pelo avanço da colheita.

O que aconteceu

A atualização de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu a estimativa de produção mundial de algodão da safra 2026/27 para 25,54 milhões de toneladas. Os estoques finais também foram revisados para baixo, para 15,21 milhões de toneladas.

O balanço global mais apertado ajudou a sustentar os preços no último mês. Segundo análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, o consumo mundial continua em trajetória de crescimento, enquanto a oferta perde força em importantes regiões produtoras.

No Brasil, a valorização externa compensou parte da pressão provocada pela entrada da nova safra. Em Rondonópolis (MT), principal referência nacional para a comercialização da pluma, o algodão foi negociado a uma média de R$ 3,94 por libra-peso em agosto, alta de 3,9% em relação a julho.

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Por que importa para o agro

Preços mais firmes melhoram a receita potencial do cotonicultor e ajudam a reduzir o impacto dos custos elevados de produção. A sustentação também favorece o planejamento de vendas, especialmente para produtores que ainda mantêm parte da safra em estoque.

A demanda externa e o ritmo das exportações seguem como pontos de apoio para o mercado doméstico. O Brasil permanece entre os principais fornecedores globais, o que amplia a exposição do produtor às cotações internacionais, ao câmbio e ao frete.

Dados e contexto

IndicadorInformação
Produção mundial 2026/2725,54 milhões de toneladas
Estoques finais globais15,21 milhões de toneladas
Preço médio em Rondonópolis em agostoR$ 3,94 por libra-peso
Variação mensal do preçoAlta de 3,9%
Produção brasileira projetada pelo USDA18,5 milhões de fardos

O USDA estima que a produção brasileira de 2026/27 recue 1%, para 18,5 milhões de fardos. A queda deve ocorrer pela redução da área colhida, parcialmente compensada pelo avanço da produtividade, projetada em 2.014 quilos por hectare, recorde nacional.

A Conab trabalha com uma projeção diferente e estima área semeada de até 2,09 milhões de hectares e produção de 4,2 milhões de toneladas de pluma. As diferenças refletem metodologias, calendários de atualização e premissas distintas entre os levantamentos.

O que observar daqui para frente

A definição da área de algodão dependerá do andamento do plantio da soja, dos custos de produção e das condições climáticas. Produtores devem acompanhar câmbio, contratos de exportação, demanda da indústria têxtil e evolução dos estoques globais antes de decidir novas vendas ou ampliar a área no próximo ciclo.

Fontes

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