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RS deve receber 14 milhões de litros de diesel para apoiar plantio

Cota de diesel S500 negociada pela Farsul com a Petrobras busca reduzir atrasos no abastecimento durante o início da safra de verão no RS.

28 de setembro de 2026 3 min de leitura
RS deve receber 14 milhões de litros de diesel para apoiar plantio

O Rio Grande do Sul deve receber uma cota de 14 milhões de litros de diesel S500 para reduzir atrasos no abastecimento do setor agropecuário. O volume foi negociado pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) com a Petrobras, após relatos de restrições na entrega do combustível. A medida busca evitar impactos no plantio da safra de verão 2026/27.

O que aconteceu

O presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, participou de reuniões em Brasília com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e representantes da Petrobras. A entidade informou que a estatal se comprometeu a disponibilizar o combustível para os Transportadores-Revendedores Retalhistas, conhecidos como TRRs.

Os TRRs fazem a distribuição do diesel diretamente para propriedades rurais, empresas e máquinas agrícolas. Segundo a Farsul, produtores vinham relatando atrasos e dificuldades para obter o produto justamente no início da janela de plantio. A entidade também afirmou que havia falta pontual de diesel S500 no mercado gaúcho.

A ANP, por outro lado, informou que não identificava desabastecimento nacional ou regional. A agência declarou que acompanha estoques, pedidos e entregas junto à Petrobras e às distribuidoras. O impasse envolve a diferença entre a disponibilidade geral do combustível e a chegada efetiva do produto ao interior do Estado.

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Por que importa para o agro

O diesel é essencial para tratores, colheitadeiras, caminhões e equipamentos usados no preparo do solo, na semeadura e no transporte de insumos e grãos. Atrasos no fornecimento podem comprometer as janelas agronômicas, elevar custos operacionais e dificultar o cumprimento do calendário de plantio.

O problema ocorre em um período de forte dependência de operações mecanizadas. Se a oferta não for regularizada, produtores podem precisar comprar combustível mais caro, reduzir o ritmo das atividades ou adiar operações. Esses efeitos podem pressionar o custo de produção e afetar o transporte ao longo da cadeia.

Dados e contexto

  • 14 milhões de litros: volume de diesel S500 prometido para o Rio Grande do Sul.
  • Safra 2026/27: período em que começa o plantio de culturas de verão no Estado.
  • Farsul: entidade que recebeu relatos de restrições e atrasos e levou o problema à ANP.
  • ANP: afirma que não há caracterização de desabastecimento no território nacional.
  • TRRs: empresas responsáveis por levar o combustível até propriedades e empresas do interior.
A Farsul também havia pedido fiscalização das distribuidoras, transparência sobre estoques e entregas e esclarecimentos sobre os critérios de distribuição. A entidade defende que a oferta anunciada resulte em disponibilidade concreta nas regiões produtoras, não apenas em volumes contratados.

O que observar daqui para frente

O principal ponto será o prazo de entrega dos 14 milhões de litros e a distribuição entre as regiões produtoras. Produtores devem acompanhar os pedidos junto aos fornecedores, registrar eventuais atrasos e planejar o consumo conforme as operações prioritárias. A evolução dos preços, dos estoques e das importações também pode influenciar a regularidade do abastecimento nas próximas semanas.

Fontes

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