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Mercado de bioinsumos deve crescer até 10% em volume em 2026

Mercado brasileiro de bioinsumos deve avançar até 7% em valor e cerca de 10% em volume em 2026, apesar da pressão sobre preços.

10 de outubro de 2026 3 min de leitura
Mercado de bioinsumos deve crescer até 10% em volume em 2026

O mercado brasileiro de bioinsumos deve fechar 2026 com alta de 5% a 7% em valor e crescimento de aproximadamente 10% em volume, na comparação com 2025. A projeção é da Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPII Bio). O avanço indica maior adoção de soluções biológicas, mesmo com pressão sobre preços e compras mais tardias.

O que aconteceu

No primeiro semestre de 2026, o volume comercializado cresceu 7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em valor, porém, o mercado não avançou, principalmente por causa do atraso nas compras e da redução de preços dos insumos agrícolas.

A expectativa é de recuperação ao longo do segundo semestre, período que concentra parte relevante das aquisições para a safra 2026/27. A estimativa da ANPII Bio considera categorias como biodefensivos, inoculantes, bioestimulantes e produtos produzidos dentro das fazendas.

Dados da CropLife Brasil apontam que o mercado de produtos biológicos movimentou R$ 1,820 bilhão no primeiro semestre de 2026, alta de 9,6% ante os R$ 1,661 bilhão registrados no mesmo período de 2025. A área tratada subiu 18%, de 39 milhões para 46 milhões de hectares.

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Por que importa para o agro

O aumento do volume mostra que os bioinsumos deixaram de ocupar apenas nichos experimentais e passaram a integrar decisões de manejo em culturas comerciais. Bioinseticidas, bionematicidas, biofungicidas e inoculantes ampliam as alternativas para o controle de pragas, doenças e limitações nutricionais.

Para o produtor, a expansão pode aumentar a oferta de tecnologias e estimular a concorrência entre fornecedores. O resultado econômico, no entanto, depende da eficiência agronômica do produto, da qualidade da aplicação, das condições ambientais e do custo por hectare. Volume maior não significa necessariamente margem maior.

Dados e contexto

  • O mercado brasileiro de bioinsumos foi estimado em R$ 7 bilhões em 2025 pela ANPII Bio, considerando diferentes categorias de produtos.
  • Entre 2019 e 2024, o setor cresceu 21% ao ano, segundo informações apresentadas pela entidade à Embrapa.
  • O número de empresas produtoras passou de 81, em 2019, para 209 atualmente.
  • A CropLife estima 194 milhões de hectares tratados com produtos biológicos em 2025, considerando seu recorte de mercado.
  • No primeiro semestre de 2026, os bioinseticidas movimentaram R$ 858,2 milhões, ou 47% das vendas de produtos biológicos.
  • O Programa Nacional de Bioinsumos, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), busca ampliar o uso dessas tecnologias e apoiar o desenvolvimento sustentável da agropecuária.
Os números variam conforme a metodologia. Algumas estimativas incluem produção on-farm, bioestimulantes e semioquímicos; outras consideram apenas produtos comerciais registrados e vendidos pela indústria. A comparação exige atenção ao recorte adotado.

O que observar daqui para frente

O setor deve acompanhar o ritmo de compras da safra 2026/27, a evolução dos preços e a capacidade de registro de novos produtos. Para o produtor, a prioridade é comparar desempenho por hectare, compatibilidade em misturas, necessidade de armazenamento e suporte técnico. A expansão do mercado cria oportunidades, mas exige validação local e controle de qualidade.

Fontes

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