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Mercado de bioinsumos deve crescer até 7% em 2026

Mercado brasileiro de bioinsumos deve avançar até 7% em valor e 10% em volume em 2026, apesar da pressão sobre preços e do adiamento de compras.

15 de outubro de 2026 3 min de leitura
Mercado de bioinsumos deve crescer até 7% em 2026

O mercado brasileiro de bioinsumos deve encerrar 2026 com alta de 5% a 7% em valor de vendas e crescimento próximo de 10% em volume. A projeção é da Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPII Bio). O avanço ocorre mesmo com pressão sobre os preços, compras adiadas e maior cautela dos produtores.

O que aconteceu

No primeiro semestre de 2026, o volume comercializado aumentou 7% em relação ao mesmo período de 2025. Em valor, porém, o mercado ficou estável. A diferença indica que os produtos foram vendidos em maior quantidade, mas com menor remuneração média.

O cenário foi influenciado pelo atraso nas compras de insumos e pela pressão sobre as margens do produtor. A disponibilidade e os preços de fertilizantes também afetaram o ritmo de aquisição de tecnologias biológicas ao longo do ano.

A expectativa de recuperação depende da retomada das compras para a safra 2026/27 e da melhora nas exportações. A demanda tende a permanecer concentrada em culturas de grande escala, como soja, milho e cana-de-açúcar.

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Por que importa para o agro

O avanço dos bioinsumos amplia as alternativas para o manejo de pragas, doenças e nutrientes. Produtos microbiológicos, inoculantes, biofertilizantes e agentes de controle biológico podem complementar soluções químicas e, em situações específicas, reduzir a dependência de insumos sintéticos.

Para o produtor, o ganho não está apenas no crescimento do mercado. A eficiência depende de recomendação técnica, qualidade do produto, armazenamento adequado e aplicação no momento correto. O custo por hectare e o resultado agronômico devem orientar a decisão, não apenas o preço do frasco.

Dados e contexto

  • Projeção para 2026: alta de 5% a 7% em valor e cerca de 10% em volume, segundo a ANPII Bio.
  • Primeiro semestre de 2026: crescimento de 7% no volume comercializado.
  • Mercado de produtos biológicos no primeiro semestre de 2026: R$ 1,82 bilhão, conforme dados da CropLife Brasil.
  • Área tratada no período: 46,2 milhões de hectares, alta de 18,3% na comparação anual.
  • Bioinseticidas: R$ 858,2 milhões no primeiro semestre, ou 47% do mercado, de acordo com a CropLife Brasil.
  • Registros ativos: 61 bioinsumos entre janeiro e setembro de 2026, com base no Agrofit, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
Os números mostram que a adoção cresce mais rapidamente em área e volume do que em faturamento. Isso reflete a expansão do uso por hectare e a competição entre fornecedores. Também indica que o setor ainda busca maior previsibilidade de preços e distribuição.

O que observar daqui para frente

O produtor deve acompanhar registros no MAPA, recomendações agronômicas e resultados de campo antes de ampliar o uso. A indústria precisa avançar em pesquisa, estabilidade, logística e padronização. A regulamentação será decisiva para acelerar lançamentos, aumentar a confiança e sustentar o crescimento do mercado.

Fontes

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