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Mosaic reverte lucro e registra prejuízo de US$ 272,8 milhões no 2º trimestre

Mosaic sai do lucro para prejuízo de US$ 272,8 milhões no 2º tri, com queda de vendas e custos maiores em fosfatados e operação brasileira, acendendo alerta para o mercado de fertilizantes.

05 de agosto de 2026 4 min de leitura
Mosaic reverte lucro e registra prejuízo de US$ 272,8 milhões no 2º trimestre

A Mosaic, uma das maiores fabricantes globais de fertilizantes, encerrou o 2º trimestre com prejuízo líquido de US$ 272,8 milhões, revertendo o lucro de mais de US$ 400 milhões visto um ano antes.[1] A virada reflete queda nas vendas, custos maiores em fosfatados e efeitos de itens extraordinários, aumentando a pressão sobre margens em um momento de ajuste no mercado mundial de fertilizantes.[1]

O que aconteceu

A companhia reportou prejuízo por ação de US$ 0,86 no trimestre, contra lucro de US$ 1,29 no mesmo período do ano anterior.[1] Em base ajustada, o lucro por ação caiu de US$ 0,51 para US$ 0,13, mostrando deterioração operacional mesmo sem contar efeitos não recorrentes.[1]

A receita líquida somou US$ 2,824 bilhões, recuo de cerca de 6% na comparação anual, puxado por menores volumes e preços mais pressionados em algumas linhas.[1] O Ebitda ajustado encolheu 28%, saindo de US$ 566 milhões para US$ 407 milhões, refletindo menor diluição de custos e insumos mais caros, sobretudo em fosfatados e na operação da Mosaic Fertilizantes, que inclui o Brasil.[1]

Segundo a empresa, o resultado foi impactado por cerca de US$ 351 milhões em itens extraordinários antes de impostos, ligados a efeitos contábeis e ajustes pontuais.[1] Mesmo assim, a queda do operacional mostra um ambiente de margens mais apertadas, especialmente em mercados onde o custo de matéria-prima segue elevado.

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Por que importa para o agro

Para o produtor rural, o balanço da Mosaic indica um mercado de fertilizantes ainda volátil, com empresas buscando recompor margens após um ciclo de preços historicamente altos e posterior correção.[2][8] Quando grandes fabricantes entram no vermelho, a tendência é maior rigor Comercial, possíveis ajustes de portfólio e foco em linhas mais rentáveis, o que pode mexer na disponibilidade e na estratégia de preços dos insumos.

No Brasil, onde a Mosaic é um dos principais fornecedores, qualquer redução de capacidade, revisão de investimentos ou reprecificação pode afetar a janela de compra e o custo final por hectare. Em um cenário de margens apertadas na soja e no milho, especialmente em anos de produtividade irregular apontados por dados da Conab e do USDA, variações de poucos dólares por tonelada em fertilizantes fazem diferença direta no retorno do produtor.

Dados e contexto

Indicador 2º tri20252026
Lucro / prejuízo líquido**US$ 410,7 mi lucro**[1]**US$ 272,8 mi prejuízo**[1]
Lucro / prejuízo por ação (LPA)**US$ 1,29**[1]**-US$ 0,86**[1]
LPA ajustado**US$ 0,51**[1]**US$ 0,13**[1]
Receita líquida**US$ 3,00 bi aprox.** (base 2025)[5][1]**US$ 2,824 bi**[1]
Ebitda ajustado**US$ 566 mi**[1][5]**US$ 407 mi**[1]
Itens extraordinários (pré-impostos)**US$ 351 mi**[1]

Nos últimos anos, a Mosaic vinha alternando entre resultados fortes e trimestres pressionados por custos e reestruturações, especialmente na divisão brasileira.[7][10][11] Em 2024, por exemplo, a companhia já havia registrado prejuízo líquido de US$ 162 milhões no 2º trimestre, com queda de 17% na receita para cerca de US$ 2,8 bilhões.[8][9]

Em 2026, o quadro se agrava com o movimento iniciado no 1º trimestre, quando a empresa reportou prejuízo de US$ 258 milhões após US$ 442 milhões em despesas ligadas à paralisação de unidades em Minas Gerais.[7][10][11] Esse histórico recente ajuda a entender por que o 2º trimestre segue no vermelho, mesmo com alguma recuperação pontual em preços de potássio.[7][10]

O que observar daqui pra frente

O produtor deve acompanhar de perto três pontos: possíveis ajustes de capacidade da Mosaic no Brasil, o comportamento dos preços internacionais de fosfatados e potássio e o ritmo de importações brasileiras, tradicionalmente monitorado por MAPA e Conab. Se a empresa priorizar recuperação de margem, o agro pode ver menos espaço para barganha no curto prazo, mas, em contrapartida, uma competição maior entre players globais pode abrir oportunidades de travar fertilizantes em momentos de recuo de preços.

Fontes

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