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Newcastle em SC deve ter impacto limitado nas exportações, avalia JPMorgan

Foco em granja de perus em Santa Catarina aciona medidas sanitárias, mas análise do JPMorgan vê efeito comercial concentrado e temporário.

20 de outubro de 2026 4 min de leitura
Newcastle em SC deve ter impacto limitado nas exportações, avalia JPMorgan

O Ministério da Agricultura confirmou um foco da Doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina. O caso levou à interdição da propriedade e à declaração de emergência zoossanitária em quatro municípios. Para o JPMorgan, as medidas devem provocar impacto comercial limitado e concentrado na região afetada.

O que aconteceu

O foco foi identificado em uma criação com cerca de 6 mil perus. A propriedade foi interditada, e o trânsito de aves foi suspenso. O governo também iniciou o monitoramento de granjas em Nova Itaberaba, Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias.

A área de vigilância reúne 133 granjas, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura. A pasta comunicou o caso aos parceiros comerciais e passou a avaliar as exigências sanitárias de cada país importador.

O episódio é o primeiro registro da doença em uma criação comercial brasileira desde julho de 2024. Naquele ano, o país adotou medidas de controle que ajudaram a evitar uma interrupção prolongada das exportações, referência usada pelo JPMorgan para projetar efeitos menores no cenário atual.

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Por que importa para o agro

A Doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves e pode gerar bloqueios comerciais mesmo quando o foco está restrito a uma propriedade. O acordo sanitário com a China prevê a suspensão temporária das compras de carne de aves do Brasil após a confirmação da doença.

A China respondeu por cerca de 10% das exportações brasileiras de frango entre janeiro e setembro, com aproximadamente 420 mil toneladas. Uma restrição nacional teria efeito relevante sobre frigoríficos, preços e logística. Já um bloqueio regional tende a limitar as perdas e permitir o redirecionamento de parte da demanda para outros estados.

Santa Catarina representa pouco mais de 20% dos embarques nacionais de carne de frango. Paraná e Rio Grande do Sul podem ampliar o fornecimento a mercados que reduzirem ou suspenderem as compras catarinenses, desde que cumpram os protocolos exigidos.

Dados e contexto

IndicadorInformação
Local do focoNova Itaberaba, Santa Catarina
Tipo de criaçãoGranja comercial de perus
Plantel afetadoCerca de 6 mil aves
Granjas monitoradas133 propriedades
Municípios sob emergência4
Participação da ChinaCerca de 10% das exportações de janeiro a setembro
Volume enviado à ChinaAproximadamente 420 mil toneladas
Participação de Santa CatarinaPouco mais de 20% dos embarques nacionais

O MAPA conduz a investigação epidemiológica e define as medidas de contenção. A ABPA acompanha as negociações com os importadores e avalia os efeitos sobre os contratos. O histórico de 2024 indica que a regionalização das restrições pode reduzir o impacto sobre o fluxo nacional.

O mercado também observa a reação de outros compradores. Cada país aplica regras próprias para casos de Newcastle, o que pode resultar em bloqueios diferentes por estado, produto ou período. A capacidade de comprovar a contenção será decisiva para a retomada.

O que observar daqui para frente

Os principais pontos são os resultados dos testes nas granjas monitoradas, a delimitação da área afetada e a posição da China sobre novas compras. Se não surgirem casos adicionais, as restrições podem ficar concentradas em Santa Catarina e durar algumas semanas. Para produtores e frigoríficos, a prioridade é reforçar a biossegurança, manter registros sanitários atualizados e acompanhar as exigências de cada mercado.

Fontes

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