Mercado

Petróleo ultrapassa US$ 100 e pressiona custos no agronegócio brasileiro

Cotação do petróleo volta aos US$ 100/barril, elevando despesas com diesel e frete para produtores rurais em meio a tensões globais de oferta.

08 de maio de 2026 2 min de leitura
Petróleo ultrapassa US$ 100 e pressiona custos no agronegócio brasileiro

O preço do barril de petróleo Brent superou US$ 100 nesta semana, reacendendo tensões no mercado global. A alta reflete cortes na produção da Opep+ e ataques a infraestruturas no Oriente Médio, impactando diretamente os custos de combustíveis no Brasil e elevando despesas logísticas para o agro.

O que aconteceu

A cotação do Brent saltou 8% em dois dias, fechando em US$ 102,50 na quarta-feira (7). Fatores incluem a decisão da Opep+ de manter quotas reduzidas em 2,2 milhões de barris/dia e incidentes com drones em refinarias sauditas.

Nos EUA, o WTI acompanhou, atingindo US$ 98,20. Mercados asiáticos e europeus registraram picos semelhantes, com o dólar enfraquecido ampliando a pressão inflacionária.

O Ministério de Energia da Arábia Saudita confirmou interrupções mínimas, mas o risco geopolítico persiste com tensões no Mar Vermelho.

Por que importa para o agro

Produtores brasileiros enfrentam diesel mais caro, essencial para colheita e transporte de grãos. Um aumento de R$ 0,50/litro no diesel eleva custos de frete em 10-15% para soja e milho rumo a portos.

A cadeia de carnes sente o impacto indireto via ração e logística refrigerada. Com safra de verão em curso, margens caem, forçando ajustes em contratos futuros na B3.

Dados e contexto

IndicadorValor atualVariação semanal
Brent (US$/barril)**102,50**+12%
WTI (US$/barril)**98,20**+10%
Diesel BR (R$/litro)**5,65**+7%

Conab estima que logística representa 25% dos custos na soja. USDA projeta safra brasileira 2025/26 em 169 Mt de grãos, com exportações dependentes de rodovias.

IBGE registra alta de 18% nos custos de transporte em 2025 ante 2024, agravada por petróleo.

O que observar daqui pra frente

Acompanhe reuniões da Opep+ em junho e escalada no Oriente Médio, que podem empurrar Brent a US$ 110. Produtores devem monitorar reajustes da Petrobras no diesel e hedge via contratos futuros. Oportunidade em biocombustíveis como biodiesel de soja para mitigar riscos.

Fontes

Compartilhar:

Continue lendo