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Preço da carne suína registra primeira queda semanal desde setembro

Menor liquidez no atacado interrompe sequência de altas da carcaça suína, enquanto cortes como pernil e lombo seguem valorizados.

29 de outubro de 2026 3 min de leitura
Preço da carne suína registra primeira queda semanal desde setembro

A carcaça suína negociada no atacado da Grande São Paulo registrou a primeira queda semanal desde o início de setembro, segundo o Cepea. O recuo ocorreu após uma sequência de valorizações e reflete a menor liquidez nas negociações. Para o produtor, o movimento reduz o espaço para novas altas no curto prazo e aumenta a necessidade de acompanhar a demanda da indústria.

O que aconteceu

Os preços do suíno vivo oscilaram entre as regiões acompanhadas pelo Cepea nos últimos dias. Em algumas praças, a menor movimentação da carne no atacado limitou a valorização dos animais destinados ao abate.

A pressão apareceu principalmente na carcaça comercializada na Grande São Paulo. A oferta e o ritmo de vendas passaram a ser fatores decisivos para a formação dos preços, depois de um período de demanda mais firme.

Apesar da queda semanal da carcaça, alguns cortes mantiveram desempenho positivo. O pernil e o lombo avançaram, apoiados pela procura aquecida com a proximidade das festas de fim de ano.

Por que importa para o agro

A redução da liquidez no atacado pode interromper a transferência de preços positivos ao longo da cadeia. Frigoríficos tendem a atuar com mais cautela na compra de novos lotes quando as vendas ficam menos intensas, o que pode limitar a valorização do suíno vivo.

Para o produtor, a margem continua dependente da relação entre o preço recebido e os custos de alimentação. Milho e farelo de soja têm peso relevante no custo da atividade. Uma queda na carcaça, mesmo pontual, pode pressionar o resultado quando os insumos permanecem firmes.

Dados e contexto

  • O Cepea identificou a primeira queda semanal da carcaça suína no atacado da Grande São Paulo desde o início de setembro.
  • O suíno vivo apresentou oscilações entre as regiões pesquisadas, sem um movimento uniforme de baixa.
  • Pernil e lombo registraram avanço recente, impulsionados pela demanda sazonal de fim de ano.
  • Em setembro, o suíno vivo e a carcaça haviam subido pela primeira vez no ano, enquanto os cortes recuaram no período, segundo o Cepea.
  • Na parcial de setembro, o poder de compra do suinocultor paulista caiu pelo terceiro mês consecutivo diante do milho e do farelo de soja.
O cenário mostra diferenças entre os elos da cadeia. A carcaça perdeu força no atacado, mas cortes específicos ainda encontram compradores. Essa combinação pode manter a volatilidade até que o consumo de fim de ano se consolide.

O que observar daqui pra frente

O mercado deve acompanhar o ritmo de reposição dos frigoríficos, as vendas no atacado e a demanda por cortes para as festas. Se a procura por pernil e lombo continuar firme, esses produtos podem sustentar parte das cotações. Caso a liquidez permaneça baixa, o suíno vivo pode enfrentar novas oscilações e o produtor precisará controlar custos e programar abates com atenção.

Fontes

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