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Preço da manga Tommy cai 37,9% no mês e chega a R$ 3,31 por quilo

Manga Tommy registra forte queda mensal no Vale do São Francisco, pressionando a receita dos produtores e exigindo atenção à oferta e à comercialização.

08 de outubro de 2026 3 min de leitura
Preço da manga Tommy cai 37,9% no mês e chega a R$ 3,31 por quilo

O preço da manga Tommy recuou 37,9% no mês e chegou a R$ 3,31 por quilo no Vale do São Francisco. A queda reduz a receita dos produtores e aumenta a pressão sobre o planejamento de colheita, comercialização e fluxo de caixa das propriedades.

O que aconteceu

A desvalorização ocorre em um período de maior disponibilidade da fruta no mercado. Com mais produto ofertado, compradores passam a negociar valores menores, especialmente quando há necessidade de escoar lotes rapidamente.

A manga Tommy tem forte participação na produção irrigada do polo formado por Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco. O comportamento dos preços nessa região influencia a remuneração de produtores, packing houses, transportadores e exportadores.

A queda também afeta frutas destinadas ao mercado interno. Quando a oferta cresce acima da capacidade de absorção dos canais de venda, aumentam os riscos de descontos, perdas pós-colheita e necessidade de redirecionar lotes para diferentes mercados.

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Por que importa para o agro

Para o produtor, o preço de R$ 3,31 por quilo precisa ser comparado com custos de irrigação, mão de obra, fertilizantes, defensivos, embalagem e transporte. Em pomares com custos elevados ou produtividade abaixo do esperado, a margem pode se estreitar rapidamente.

A situação reforça a importância de escalonar a produção e diversificar os canais de comercialização. Contratos, exportações, vendas diretas e programação de colheita podem reduzir a exposição às oscilações do mercado, embora não eliminem o risco de excesso de oferta.

Dados e contexto

  • Queda mensal: 37,9%.
  • Preço registrado: R$ 3,31 por quilo.
  • Principal polo produtor: Vale do São Francisco.
  • Municípios de destaque: Juazeiro (BA) e Petrolina (PE).
  • Produção brasileira em 2024: aproximadamente 1,84 milhão de toneladas, segundo dados compilados pela Embrapa com base na Produção Agrícola Municipal (PAM), do IBGE.
  • Participação do Nordeste: cerca de 82% da produção nacional em 2024.
  • Participação do Vale do São Francisco: aproximadamente 67,5% do volume brasileiro.
A concentração regional amplia a relevância de fatores locais, como disponibilidade de água, ritmo de colheita, qualidade dos frutos e capacidade de embalagem. Também aumenta a sensibilidade do mercado quando grandes volumes chegam simultaneamente.

O que observar daqui pra frente

O mercado deve acompanhar o ritmo de oferta, a qualidade dos frutos e a demanda interna e externa. Para o produtor, a prioridade é revisar custos por hectare, planejar a colheita por talhão e evitar concentração de entregas em períodos de preços pressionados. A recuperação dependerá da redução da oferta disponível ou do fortalecimento das vendas, especialmente para exportação.

Fontes

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