Preço do etanol cai em 17 estados e no DF, aponta ANP
Levantamento da ANP mostra recuo médio de 2,63% no preço do etanol no país, com queda na maioria dos estados e impacto direto na competitividade frente à gasolina.

O etanol hidratado registrou queda média de 2,63% nos postos brasileiros na semana de 3 a 9 de maio, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).[3][4] Os preços recuaram em 17 estados e no Distrito Federal, subiram em cinco unidades da Federação e ficaram estáveis em três, movimento que altera a competitividade do biocombustível frente à gasolina em várias regiões do país.[3][4]
O que aconteceu
De acordo com os dados compilados pela ANP, o preço médio do etanol no Brasil passou para R$ 4,44 por litro, na comparação com a semana anterior.[3][4] Em São Paulo, principal produtor e consumidor, houve queda de 2,80%, com o litro saindo a R$ 4,17, o menor preço médio estadual.[3][4]
Entre os estados com alta, os destaques foram Rio Grande do Norte, onde o preço subiu 3,97%, para R$ 5,76 por litro, e Bahia, que registrou o maior preço individual observado na semana, de R$ 6,94 por litro em um posto.[3][4] Não houve cotação no Amapá.[3][4]
O levantamento também mostra grande dispersão de preços: o menor valor encontrado foi de R$ 2,98 por litro em São Paulo, enquanto o maior preço médio estadual foi exatamente o do Rio Grande do Norte, a R$ 5,76 por litro.[3][4]
Por que importa para o agro
A queda do etanol na bomba pressiona a rentabilidade das usinas de cana-de-açúcar, especialmente em estados onde a safra está em plena moagem e a oferta de produto é elevada. Com o consumidor pagando menos pelo biocombustível, a margem entre preço de venda e custo de produção pode encolher, principalmente em unidades com produtividade menor ou custos logísticos mais altos.
Para o produtor rural, o movimento de preços influencia a decisão de mix entre açúcar e etanol e a estratégia comercial com as usinas. Em cenários de etanol mais barato e demanda moderada, a indústria tende a direcionar mais cana para açúcar, o que pode mudar a curva de preços ao longo da safra e afetar contratos, participação em programas de bioenergia e planejamento financeiro.
Dados e contexto
Os principais números da semana, segundo ANP:[3][4]
| Indicador | Valor / Situação |
|---|
| Estados com queda | 17 + Distrito Federal | | Estados com alta | 5 | | Estados com estabilidade | 3 | | Média Brasil | R$ 4,44/litro | | Variação média nacional | -2,63% | | Menor preço médio estadual | R$ 4,17/litro (SP) | | Maior preço médio estadual | R$ 5,76/litro (RN) | | Menor preço em posto individual | R$ 2,98/litro (SP) | | Maior preço em posto individual | R$ 6,94/litro (BA) |
Em São Paulo, maior polo sucroenergético do país, o recuo de 2,80% reforça a relevância do estado na formação do preço nacional.[3][4] Já em mercados como Norte e Nordeste, a combinação de logística mais cara e menor escala de produção ajuda a explicar valores acima da média, como no Rio Grande do Norte e na Bahia.[3][4]
Segundo a ANP, os dados são levantados em postos de todo o país e compilados pelo AE-Taxas, servindo de referência para o mercado de combustíveis e para decisões de política energética.[3][4]
O que observar daqui pra frente
Produtores, usinas e distribuidores devem acompanhar a dinâmica de preços do etanol em relação à gasolina, o andamento da safra de cana e eventuais ajustes tributários ou regulatórios. Mudanças na paridade de preços podem reverter o atual cenário de queda, alterar o mix de produção nas usinas e influenciar investimentos em biocombustíveis e em eficiência industrial ao longo do ano.
Fontes
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