Preços da soja variam entre queda e estabilidade no Brasil
Cotações da soja seguem pressionadas em parte do país, com diferenças regionais relevantes e sinal de mercado ainda irregular.
A soja segue com comportamento desigual nas principais praças do país. Em algumas regiões, as cotações recuam; em outras, os preços ficam estáveis, mostrando um mercado ainda sem direção única. Isso afeta diretamente a decisão de venda do produtor e a formação de margem na safra.
O que aconteceu
As referências mais recentes mostram forte diferença entre regiões. Na base de dados da Grão Direto, a saca chegou a R$ 128,96 no Centro Ocidental Rio-grandense e a R$ 105,94 no Nordeste de Mato Grosso, uma variação de 21,73% entre as duas praças.[1]
No indicador ESALQ/B3 Paranaguá, a soja encerrou 22/06/2026 em R$ 132,81 por saca, com leve queda de 0,02% no dia.[2] Já em praças do interior, os preços seguem mais pressionados, como em partes do Mato Grosso, onde as cotações aparecem perto de R$ 105,50 a R$ 119,00 por saca, dependendo da localidade.[2]
No mercado internacional, os futuros da soja também perderam força. A Trading Economics apontou o contrato perto de US$ 11,2 por bushel, após recuo de 0,82% em uma sessão recente.[3]
Por que importa para o agro
A diferença entre porto e interior afeta a conta do produtor na hora de comercializar. Quanto maior o desconto local, menor a capacidade de travar margem, principalmente em regiões com custo logístico elevado e maior dependência do fluxo de exportação.[1][2]
Para a cadeia, o cenário exige mais atenção à gestão comercial. Quem vendeu cedo pode ter capturado preços melhores do que quem ainda está exposto ao mercado físico. Já quem ainda tem volume em mãos precisa observar câmbio, prêmios e Chicago antes de fechar novos lotes.[2][3]
Dados e contexto
- Centro Ocidental Rio-grandense: R$ 128,96/saca[1]
- Nordeste de MT: R$ 105,94/saca[1]
- Diferença regional: 21,73%[1]
- Paranaguá (ESALQ/B3): R$ 132,81/saca[2]
- Interior de MT: faixa próxima de R$ 105,50 a R$ 119,00/saca[2]
- Chicago: cerca de US$ 11,2/bushel[3]
O que observar daqui pra frente
O mercado vai depender da combinação entre dólar, demanda externa e ritmo de embarques. Se Chicago reagir e o câmbio ajudar, o porto pode ganhar sustentação. Se a oferta interna continuar elevada, o interior tende a seguir com maior pressão sobre as cotações.[2][3]
Fontes
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