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Queda de avião em área rural de Poxoréu (MT) deixa dois mortos e provoca incêndio em pastagem

Acidente com avião de pequeno porte em fazenda de Poxoréu (MT) mata dois pilotos e gera incêndio em área de pastagem próxima à MT-130.

19 de setembro de 2026 4 min de leitura
Queda de avião em área rural de Poxoréu (MT) deixa dois mortos e provoca incêndio em pastagem

Duas pessoas morreram após a queda de um avião de pequeno porte em uma fazenda às margens da MT-130, em Poxoréu, região sudeste de Mato Grosso. O impacto provocou incêndio em área de pastagem próxima à rodovia, exigindo atuação do Corpo de Bombeiros para controlar o fogo e evitar que as chamas avançassem sobre a propriedade rural.

O que aconteceu

O acidente ocorreu na tarde de sexta-feira, 18 de setembro, em uma fazenda localizada em trecho rural da MT-130, a cerca de 250 km de Cuiabá. A aeronave, usada em operação privada, caiu em área de pastagem e pegou fogo logo após o impacto, destruindo completamente a fuselagem.

As vítimas foram identificadas como Zelicio Filgueira Tomaz, 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, 22 anos, ambos pilotos. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foram acionadas por funcionários da fazenda e encontraram o avião em chamas. Os bombeiros controlaram o incêndio e o médico do Samu confirmou as mortes no local.

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O fogo atingiu parte da pastagem da propriedade, gerando risco de propagação em função da vegetação seca típica desta época na região de transição entre Cerrado e áreas de uso agropecuário. Após o controle das chamas, a área foi isolada para trabalho da perícia e investigação das causas do acidente.

Por que importa para o agro

Acidentes com aeronaves em áreas rurais expõem o produtor a riscos além da perda de vidas, incluindo danos a pastagens, estruturas e possíveis impactos em lavouras e rebanhos. Em regiões como o interior de Mato Grosso, onde o uso de aviões é comum para deslocamento, inspeção de áreas e operações ligadas ao agro, a gestão de segurança operacional precisa ser tratada como parte da rotina da fazenda.

Incêndios decorrentes de quedas de aeronaves podem rapidamente sair de controle em períodos de estiagem, afetando cercas, reservas legais, áreas de APP e criando passivos ambientais e econômicos. A adoção de planos de contingência, treinamento de equipes e integração com Corpo de Bombeiros e Defesa Civil têm efeito direto na capacidade da propriedade de responder a eventos extremos e limitar prejuízos.

Dados e contexto

O uso de aviões de pequeno porte e aeronaves agrícolas é crescente em estados de fronteira agrícola como Mato Grosso, tanto para pulverização quanto para transporte rápido entre municípios.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o Brasil possui milhares de aeronaves de pequeno porte registradas, com concentração relevante em estados com grande área agrícola e pecuária, como MT, GO e MS. Em paralelo, a aviação agrícola tem regulamentação específica, com exigências de manutenção, habilitação de pilotos e operação em pista adequada.

No contexto de incêndios em áreas rurais, dados de órgãos estaduais de Meio Ambiente e Defesa Civil apontam aumento de ocorrências em períodos de seca, especialmente entre julho e setembro, quando a combinação de pastagem seca e vento favorece a rápida propagação do fogo. Em propriedades com uso de aeronaves, o risco operacional se soma ao risco climático.

Um ponto crítico para o produtor é manter:

  • Planos de resposta a incêndios com equipe treinada, acesso rápido a água e equipamentos simples, como abafadores e caminhões-pipa.
  • Registros de manutenção das aeronaves e controle de documentação, em linha com normas da ANAC e demais autoridades de aviação.
  • Mapeamento de áreas sensíveis (instalações, currais, silos, reservas legais) próximas a pistas ou rotas de voo utilizadas na fazenda.
Essas medidas não eliminam o risco de acidentes, mas reduzem a chance de que um evento pontual se transforme em desastre maior, com perda de produção, infraestrutura e passivos ambientais.

O que observar daqui pra frente

Produtores que utilizam aeronaves em suas operações devem revisar rotinas de segurança, checar documentação, manutenção e treinamento de pilotos, além de estruturar protocolos claros para resposta rápida a incêndios em área rural. Em regiões como Poxoréu, com grande presença de pastagens e clima seco em boa parte do ano, integrar gestão de risco aéreo e manejo de fogo à gestão da fazenda é decisivo para proteger pessoas, patrimônio e continuidade da atividade.

Fontes

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