Gestão

Sucessão familiar leva granja de suínos ao topo em Santa Catarina

Jovem retorna ao campo, assume granja de suínos dos pais e leva propriedade ao 1º lugar em desempenho na região de Santa Catarina.

19 de setembro de 2026 4 min de leitura
Sucessão familiar leva granja de suínos ao topo em Santa Catarina

Um jovem catarinense que havia deixado o campo para tentar a vida na cidade decidiu voltar, assumir o negócio dos pais e transformar a granja de suínos em referência regional. Com foco na fase de creche de leitões, ajustes de manejo e gestão profissional, a propriedade alcançou o 1º lugar em desempenho entre integrados de suinocultura em Santa Catarina, consolidando a sucessão familiar como estratégia de competitividade no agro.

O que aconteceu

A família Babinski iniciou a suinocultura há décadas no interior de Xavantina (SC), em sistema integrado com a indústria, construindo aos poucos a estrutura da granja. Ao assumir os negócios em 2016, o filho Deyvis Babinski decidiu ficar no campo, reorganizou a produção e direcionou os investimentos para a criação de leitões na fase de creche.[1]

A mudança de foco veio acompanhada de melhorias em manejo, sanidade e conversão alimentar. Em 2018, a granja já conquistava 2º lugar em conversão alimentar entre os integrados da região, repetindo o desempenho em 2024, até chegar ao tão esperado 1º lugar em 2025, como melhor granja de creche da integradora.[1]

Hoje, a propriedade trabalha com cerca de 6 mil suínos alojados, com estrutura voltada à fase de creche e planejamento para nova expansão. O resultado é atribuído ao trabalho intenso da família, à disciplina com os indicadores produtivos e à decisão de garantir a sucessão sem perder o vínculo com a indústria.[1]

Por que importa para o agro

O caso reforça que sucessão bem planejada e gestão profissional tornam a suinocultura familiar competitiva em um ambiente de custos altos, exigência sanitária e pressão por eficiência. Ao assumir a granja com visão de negócio, o jovem produtor elevou o desempenho técnico e, com isso, a renda da propriedade.

Histórias como a da família Babinski ajudam a responder ao desafio de falta de mão de obra e envelhecimento no campo. Programas privados de capacitação, como iniciativas voltadas a jovens integrados de aves e suínos na região Oeste de Santa Catarina, mostram que a indústria também aposta na nova geração para manter a escala da produção.[8][13]

Dados e contexto

A suinocultura catarinense é uma das bases da proteína animal exportadora do Brasil. Santa Catarina lidera as exportações de carne suína do país e responde por fatia relevante da produção nacional, segundo dados da Embrapa Suínos e Aves e do MAPA.

No modelo de integração, granjas de creche são avaliadas por indicadores como ganho de peso diário, mortalidade, bem-estar animal e conversão alimentar, que mede quantos quilos de ração são necessários para produzir um quilo de carne. Premiações internas das integradoras, como eventos regionais que destacam os melhores produtores do ano, usam esses indicadores para ranquear os resultados.[14]

Exemplos recentes em Santa Catarina mostram movimento parecido em outras famílias de suínos:

CasoDestaque
Família Babinski (Xavantina, SC)Foco em creche de leitões, cerca de **6 mil suínos** e 1º lugar em desempenho regional.[1]
Famílias integradas na região OesteAmpliação de granjas, uso de ambiência e automação para lidar com escassez de mão de obra.[2][5][9]

Esses casos se somam a programas específicos para jovens entre 18 e 30 anos em fase de sucessão, com módulos de gestão, liderança e indicadores produtivos, criados por empresas integradoras na região.[8][13]

O que observar daqui pra frente

O avanço de jovens na gestão de granjas tende a acelerar a adoção de tecnologia, controle de dados e profissionalização da suinocultura familiar. Para o produtor, oportunidades passam por qualificação em gestão, leitura de indicadores e negociação com integradoras. Riscos estão ligados à volatilidade de custos de ração, exigências sanitárias mais rígidas e necessidade de investir em bem-estar animal para manter desempenho e acesso a mercados exigentes.

Fontes

Compartilhar:

Continue lendo