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Quem são os bilionários mais velhos do Brasil em 2026

Forbes lista os brasileiros mais ricos acima dos 90 anos e mostra o peso de heranças e empresas familiares na economia.

29 de agosto de 2026 4 min de leitura
Quem são os bilionários mais velhos do Brasil em 2026

A Forbes divulgou a lista dos bilionários mais velhos do Brasil em 2026, o chamado “clube dos 90+”, destacando empresários que seguem no topo do patrimônio mesmo após os 90 anos. A liderança é de João Jacob Vontobel e Daniel Miguel Klabin, ambos com 97 anos, mostrando como fortunas ligadas a empresas familiares e setores tradicionais permanecem relevantes na economia brasileira.

O que aconteceu

Segundo a lista da Forbes, João Jacob Vontobel e Daniel Miguel Klabin lideram o ranking dos bilionários mais velhos do país em 2026, ambos com 97 anos e fortunas construídas em grupos industriais e financeiros consolidados.[2][13]

A lista também inclui outros nomes com mais de 90 anos, como herdeiros e fundadores de grupos familiares ligados a bebidas, papel e celulose, bancos e indústria, muitos com participação indireta em empresas que abastecem cadeias produtivas como alimentos, embalagens e logística.[2][13]

O recorte etário mostra uma concentração de riqueza nas mãos de famílias que atravessaram décadas de inflação alta, crises econômicas e mudanças regulatórias, mantendo controle de ativos estratégicos e posições relevantes em mercados consolidados.[4][10]

Por que importa para o agro

Boa parte das grandes fortunas brasileiras tem conexão direta ou indireta com o agronegócio: bancos que financiam safra, grupos de logística e transporte, indústrias de alimentos e bebidas, papel e celulose, além de empresas fornecedoras de insumos e serviços.[4][12]

A permanência de bilionários muito idosos no comando ou na influência das decisões de grupos familiares afeta crédito, fusões, aquisições e investimentos em agroindústria, setores que dependem de capital de longo prazo. Mudanças de geração podem alterar estratégias de risco, apetite por inovação e alocação de recursos em cadeias como grãos, carnes, florestas plantadas e infraestrutura.

Dados e contexto

A lista da Forbes de 2026 aponta:

  • 71 brasileiros na lista global de bilionários, segundo levantamento recente.[10][9]
  • Na lista nacional, a Forbes identifica 255 brasileiros com patrimônio acima de R$ 1 bilhão.[4]
  • O agronegócio responde por cerca de 25,45% da fortuna dos brasileiros presentes na lista global, com patrimônio combinado de US$ 67,4 bilhões ligado a cadeias do agro.[12]
  • Entre os grandes bilionários com forte exposição a alimentos e bebidas estão nomes ligados à AB InBev/3G Capital, grandes bancos e empresas de proteína animal.[12][14]
Uma parte dos bilionários mais velhos aparece associada a empresas que fornecem:
  • Crédito ao produtor rural
  • Embalagens e papel para alimentos e exportação
  • Logística e distribuição de bebidas e alimentos
  • Investimentos em infraestrutura ligada ao escoamento de safra
Essas fortunas foram construídas em ciclos longos de juros altos, câmbio volátil e expansão do agronegócio brasileiro, que hoje responde por quase 1/4 do PIB, segundo o CNA e a Embrapa em estudos recentes.

O que observar daqui pra frente

A sucessão desses bilionários acima dos 90 anos tende a redefinir o controle de conglomerados com forte peso em crédito, logística, alimentos e insumos ligados ao agro. Produtores e empresas da cadeia devem acompanhar reorganizações societárias, entrada de novos sócios, possíveis vendas de ativos e mudanças de estratégia, que podem alterar oferta de capital, condições de financiamento, políticas de preço e investimentos em inovação e sustentabilidade.

Fontes

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